Os mais altos responsáveis da Mini, durante a apresentação do Cooper SE, admitiram aos jornalistas que perspectivam converter a marca num fabricante de veículos puramente eléctricos no horizonte de uma década. Ou seja, em 2030, nada de motores a gasóleo ou a gasolina para os Mini, o que significa que a marca do Grupo BMW pretende replicar, ainda que a mais longo prazo, a estratégia seguida pela Daimler com a Smart.

Em declarações obtidas em exclusivo pela Auto Express, Peter Schwarzenbauer, membro do conselho de administração da BMW e responsável da Mini, defende que a mobilidade eléctrica será o futuro e que esse futuro enquadra-se perfeitamente no espírito urbano de uma marca como a Mini. Segundo ele, apesar de só agora a Mini ter revelado o seu primeiro modelo 100% a bateria, o plano de electrificação da marca foi desencadeado com a introdução do Countryman híbrido plug-in, cuja procura terá superado as melhores estimativas da Mini.

O Countryman híbrido plug-in foi o primeiro passo. Está a correr muito melhor do que o planeado e demonstra que a electrificação é o caminho que a Mini deve seguir. Gradualmente vamos electrificar toda a gama, o que vai ao encontro da filosofia da marca. Se há construtor de automóveis que pode dizer-se urbano é a Mini”, declarou Peter Schwarzenbauer.

Segundo ele, haverá um período de transição, em que é necessário continuar a oferecer alternativas a combustão interna. “Nesta fase, é importante manter esta opção, mas em 2030 o cenário muda radicalmente. É evidente que a tendência é convertermo-nos numa marca exclusivamente eléctrica.”