Rádio Observador

Incêndios

Marques Medes. Ministro da Administração Interna foi “um verdadeiro incendiário”

505

O comentador diz que o Governo tem sido "um desastre" e "arrogante, insensível e autoritário" na gestão dos incêndios desde 2017 — e vai ficar pior à medida que sobe nas sondagens.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Luís Marques Mendes diz que o ministro da Administração Interna foi “um verdadeiro incendiário” na forma como geriu as polémicas dos incêndios desta semana. No habitual espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC, este domingo, o comentador criticou a reação de Eduardo Cabrita às declarações do presidente da Câmara de Mação e às notícias sobre as golas inflamáveis distribuídas à população.

Ele foi um susto, um verdadeiro incendiário do princípio ao fim da semana. É uma semana horribilis para Eduardo Cabrita. Começou por atirar forte e feio ao Presidente da Câmara Mação — coitado do desgraçado daquele presidente da Câmara, que não esteve até a fazer críticas a ninguém, apenas a desabafar em público, porque constatou a falta de meios”.

Depois, em relação ao kits de auto-proteção distribuídos pela Proteção Civil, Marques Mendes diz que o ministo voltou a falhar, quando devia apenas ter feito “o óbvio”: reconhecer que poderia haver um problema e mandar abrir um inquérito de imediato. Em vez disso, num primeiro momento, “o que fez foi acusar a comunicação social de ser alarmista” porque “os kits eram magníficos”. Depois “deu o dito pelo não dito em 24 horas” e “afinal é preciso fazer um inquérito.”

O comentador diz que Eduardo Cabrita mostrou desorientação e arrogância e que não foi o único. Marques Mendes estende as críticas a António Costa e ao Governo — criticado também por não ter conseguido “mudanças concretas que se vejam”, depois das tragédias de há dois anos. “Acho que estão nervosos e desorientados”, explicou, dizendo de forma irónica que o executivo tem demonstrado coerência na forma como gere politicamente a questão dos incêndios no país.

O Governo, em matéria de gestão política dos incêndios, tem sido um desastre. Mas manda a verdade que se diga que, no plano do desastre, é coerente. Porque foi um desastre em 2017, com descoordenação e muita incompetência. Foi desastre também no ano passado, no incêndio de Monchique — o Governo dizia que estava tudo bem quando foi um incêndio devastador, uma insensibilidade enorme. E esta semana foi o desastre total. A atuação do Governo em geral e do ministro da Administração Interna em particular foi uma coisa completamente desastrosa.”, concluiu.

Marques Mendes criticou ainda António Costa — que “nunca tem culpa — por tentar “sacudir a água do capote”, apontando o dedo aos autarcas, e disse que “ultimamente é um padrão do Governo reagir com arrogância e autoritarismo”, algo que tende a piorar.

À medida que o PS sobe nas sondagens e se aproxima da maioria absoluta, torna-se mais arrogante, mais insensível e mais autoritário”.

Críticas ainda ao presidente da Proteção Civil, Mourato Nunes, que recebe nota negativa do comentador por causa dos kits de autoproteção. Marques Mendes diz que a distribuição das golas inflamáveis “é uma trapalhada grave”, sublinhando que alguém poderia ter ficado ferido.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: soliveira@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)