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Centeno diz que não desiste de ser candidato ao FMI. Mas não vai a votos sexta-feira

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O ministro das Finanças anunciou no Twitter que não vai a votos esta sexta-feira. Mas ao Observador fonte oficial das Finanças diz que se mantém disponível para ser candidato.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O ministro das Finanças anunciou no Twitter que não vai a votos para ser o candidato da UE ao FMI, mas Mário Centeno não desistiu da corrida, segundo explicou fonte oficial do Ministério das Finanças ao Observador.

Às 20:01 desta quinta-feira, Mário Centeno anunciou que quer “ajudar a encontrar um consenso” e que, por isso, não vai fazer parte desta fase do processo — a votação que decorre esta sexta-feira. Tal como “em outras decisões importantes da UE, devemos lutar por um terreno comum”, defendeu Mário Centeno.

O também presidente do Eurogrupo garantiu na mesma mensagem que se mantém “disponível para trabalhar no sentido de uma solução que seja aceitável para todos”.

Uma mensagem que fez disparar notícias sobre a retirada de Mário Centeno da corrida ao FMI, uma vez que — depois de não se ter chegado a acordo — nesta fase do processo apenas está prevista a votação.

Só que, afinal, “não está em causa uma desistência”, de acordo com fonte oficial do ministério das Finanças. Ao Observador, esta fonte explica que o ministro e presidente do Eurogrupo não participa nesta fase do processo porque “entende que a votação não contribui para um consenso”. Ou seja, caso a votação não permita encontrar um candidato europeu, Mário Centeno mantém a disponibilidade para uma solução negociada.

A questão ficará arrumada esta sexta-feira se os votos dos ministros das Finanças da UE conseguirem atingir uma maioria qualificada. Nas regras europeias, isto significa um cruzamento entre 55% dos votos dos Estados e 65% do correspondente à população europeia. Caso não resulte à primeira, seguem-se rondas adicionais.

Resta saber se houve mais desistências para a votação desta sexta-feira, para lá de Mário Centeno. Até aqui, o ministro contava com a concorrência de Nadia Calvino (ministra da Economia espanhola), o holandês Jeroen Dijsselbloem (ex-presidente do Eurogrupo), a búlgara Kristalina Georgieva (diretora executiva no Banco Mundial) e Olli Rehn (governador do Banco da Finlândia).

Notícia atualizada às 21:04

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