A abertura do processo de classificação dos edifícios da Adega Cooperativa da Lourinhã como conjunto de interesse municipal foi publicada esta quinta-feira em Diário da República (DR).
A abertura do procedimento administrativo de classificação como conjunto de interesse municipal dos edifícios que compõem a Adega Cooperativa da Lourinhã foi deliberada pela Câmara Municipal da Lourinhã, no distrito de Lisboa, a 26 de agosto. Além da classificação, a autarquia pretende avançar com um projeto de reabilitação e modernização do imóvel através de uma candidatura do Município da Lourinhã ao Programa Operacional Centro 2030.
A Adega Cooperativa da Lourinhã (ACL) foi fundada em 1957 e dedicava-se essencialmente à produção de vinho tinto e branco. Anos mais tarde, após ser pioneira na produção de vinho leve, dedicou-se também à produção de aguardentes. A adega é a principal responsável pela produção da aguardente da Lourinhã que, desde 7 de março de 1992, viu reconhecida a Região Demarcada da Aguardente Vínica de Qualidade com Denominação de Origem Controlada “Lourinhã”, a primeira e única região demarcada do país somente para produção de aguardentes.
Com um total de mais de três mil sócios, dos quais cerca de duas dezenas produzem quase exclusivamente para a Adega Cooperativa da Lourinhã, a adega regista uma produção média anual de 170 toneladas de uvas que depois de vinificadas e destiladas dão cerca de 17 mil litros de aguardente vínica, segundo os dados divulgados na respetiva página da internet.
O processo administrativo de classificação dos edifícios da adega está disponível para consulta na secção de Coordenação de Desenvolvimento Territorial, nos antigos paços do concelho da Lourinhã, podendo os interessados reclamar da abertura do procedimento de classificação, pode ler-se na publicação em Diário da República.