Rádio Observador

Estados Unidos da América

El Paso. Trump condena “supremacia branca” e pede maior controlo para as armas, mas apenas para doentes mentais

383

Trump pede que indivíduos com problemas mentais não tenham acesso às armas, em reação a massacre de El Paso e Dayton. Acusado de incentivar ataques, Trump condenou ideologia da "supremacia branca".

Trump pediu consenso para cinco medidas, mas só uma delas diz respeito ao controlo de armas, que o Presidente quer retirar a pessoas com doenças mentais que possam ser uma ameaça

MICHAEL REYNOLDS / POOL/EPA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, condenou esta segunda-feira o “racismo” e a “supremacia branca” a propósito do tiroteio de El Paso, depois de ao longo do fim-de-semana ter sido acusado de ele próprio incentivar com a sua retórica anti-imigração os ataques como aquele que matou 22 pessoas, a maioria de ascendência mexicana, no passado sábado.

“O atirador em El Paso, consumido por um ódio racista, publicou um manifesto online. A uma só voz, a nossa nação tem de condenar o racismo, o fanatismo e a supremacia branca. Estas ideologias sinistras têm de ser derrotadas. Não há lugar na América para o ódio, que distorce a mente, devasta o coração e devora alma”, disse Donald Trump, num discurso com recurso a teleponto, sem as suas habituais fugas ao guião.

Donald Trump classificou os tiroteios deste fim-de-semana como “um ataque contra a nossa nação e um crime contra toda a humanidade”.

Este fim-de-semana, além do tiroteio num supermercado Walmart em El Paso, houve também outro tiroteio, em Dayton, no Ohio, onde morreram nove pessoas. A propósito dos dois incidentes, Donald Trump propôs cinco medidas, apelando aos congressistas e senadores do Partido Republicano e Partido Democrata para se unirem.

A primeira medida anunciada por Donald Trump é a uma parceria entre o Departamento de Justiça, tal como as agências federais e estatais de segurança, com as empresas de redes sociais para “desenvolver ferramentas que possam detetar atiradores em massa antes de eles atacarem”.

A segunda medida visa o fim da “glorificação da violência”, passando pela indústria dos videojogos violentos, que Donald Trump disse serem hoje “comuns” e de fácil acesso para “uma juventude problemática”.

A terceira  medida passa por “reformar as leis de saúde mental”, de forma a que sejam mais fácil “identificar indivíduos com perturbações mentais que possam cometer atos de violência”. Donald Trump referiu a necessidade de encontrar leis que providenciem tratamento mas que também possam incluir a detenção destas pessoas “quando necessário”. Nesta parte do discurso, Donald Trump disse uma das frases-chave do seu discurso que o mantém mais perto dos republicanos no que diz respeito às armas nos EUA, apontando o dedo à saúde mental e não às legislações para as armas: “São as doenças mentais e o ódio que puxam o gatilho, não a arma”.

A quarta medida anunciada por Donald Trump, porém, diz respeito a um maior controlo para as armas. O Presidente dos EUA pediu ao Congresso legislação que aqueles que “representem  um grave risco para a segurança pública não tenham acesso a armas de fogo e, se tiverem, essas armas devem ser retiradas num devido processo”.

Por fim, Donald Trump pediu ao Departamento de Justiça que propusesse uma lei que visasse a pena de morte para os crimes de ódio e tiroteios em massa.

No seu discurso, Donald Trump enviou ainda condolências ao Presidente do México pela “perda dos seus cidadão no tiroteio de El Paso”. Este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros do México anunciou que o seu governo tinha pedido à Procuradoria-Geral que colocasse uma queixa junto da justiça norte-americana por terrorismo contra mexicanos.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: jadias@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)