Rádio Observador

Política

António Costa diz que o país tem “uma grande dívida para com o interior”

952

O secretário-geral do PS assumiu que o país tem "uma grande dívida para com o interior" tendo em conta que é nesta zona que se produz um quarto da energia consumida em Portugal.

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral do PS, António Costa, assumiu esta quarta-feira que o país tem “uma grande dívida para com o interior” tendo em conta que é nesta zona que se produz um quarto da energia consumida em Portugal.

“Aqui produz-se, no interior do país, um quarto da energia elétrica que o país consome. Hoje, felizmente, já produzimos metade da energia que consumimos, que é renovável, e metade da energia renovável que consumimos é energia hidroelétrica, e isso significa uma das grandes dívidas que o conjunto do país tem para com o interior”, assumiu António Costa.

O secretário-geral do PS falava aos jornalistas depois de uma visita à Barragem da Aguieira, em Mortágua, no distrito de Viseu, no final dos primeiros dois dias de percurso pela Estrada Nacional 2 (EN2), deixando para a semana o restante percurso a começar no Algarve e a terminar do outro lado do Rio Mondego, no concelho de Penacova, distrito de Coimbra.

“Escolhi este local, porque esta barragem é muito importante e demonstra aquilo que todo o interior, e ao longo de toda EN2 tem para oferecer a todo o país”, elogiou, depois de durante a manhã ter visitado a Cooperativa Capuchinhas do Montemuro, na aldeia de Campo Benfeito, concelho de Castro Daire.

António Costa destacou ainda que além da energia, há “outras oportunidades de desenvolvimento” que “estes planos de água hoje oferecem” e, nesse sentido, enalteceu um investimento de 5,5 milhões de euros que vão ser feitos pelo Grupo Visabeira “para aproveitamento dos recursos e oferta turística” na região, segundo lhe disse o presidente da Câmara de Mortágua, José Júlio Norte (PSD).

“Convém não esquecer que o turismo é importante em si, é importante pelo que faz puxar pela indústria, do mobiliário, da louça, da cutelaria, pelo que significa de valorização de tudo o que são produções locais, mas para além do turismo, esta natureza natural extraordinária, que são os nossos rios e o seu aproveitamento como fonte de energia é um dos grandes contributos que o interior dá para o conjunto do país, visto que aqui se produz a maior parte de energia e a maior parte de energia consumida, não aqui, mas precisamente junto ao litoral”, reforçou António Costa.

Neste sentido, disse que é preciso “encontrar uma forma de utilizar este elemento como um fator de reforçar a coesão territorial, a coesão nacional, porque só desta forma equilibrada” é que se pode “ter um país globalmente mais desenvolvido no litoral, no interior e junto às regiões de fronteira”.

O secretário-geral do PS reforçou ainda que o “investimento em toda a rede hidroelétrica, foi um investimento da maior importância” que, segundo disse, permite que Portugal esteja “na vanguarda das energias renováveis”.

“Vamos completar e reforçar, porque ao longo dos próximos anos vamos não só aumentar a produção da energia hidroelétrica, como também vamos aproveitar melhor os espelhos de água como uma forma de aproveitamento de energia solar e temos de alcançar a meta a que nos propusemos: em 2050 sermos um país neutro do ponto de vista carbónico”, prometeu.

Sobre os assuntos da atualidade, o também primeiro-ministro recusou-se a falar, assumindo que “o que está em causa é o futuro” e, por isso, “é muito importante, quando se vai partir para uma nova etapa, ir ao quilómetro zero e fazer o caminho todo para ganhar novas fontes de inspiração”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)