Sete crias de suricata nasceram há seis semanas no Jardim Zoológico de Lisboa e estão a atrair as atenções dos visitantes mais velhos, que apreciam as suas brincadeiras, e dos mais novos, que perguntam pelo Timon, do Rei Leão.

Sempre a rebolarem e a correrem, as crias de suricatas só há pouco tempo é que saíram dos túneis e começaram a explorar “o mundo”.

“Temos sete crias de suricata neste momento, têm seis semanas de vida, já começam a sair dos túneis e a explorar os exteriores da instalação”, disse à Lusa a sua tratadora, Filipa Cardoso.

A tratadora explicou que “ainda estão em crescimento” e “estão a começar a aprender todos os comportamentos característicos desta espécie”, por isso, os “visitantes podem observá-los a realizar pequenas escavações e a aprender a vigiar, na posição característica nesta espécie, de sentinela”.

“É interessante para quem os vem ver. São as primeiras etapas de desenvolvimento”, afirmou.

Explicando que se trata de uma espécie que vive em comunidade, Filipa Cardoso disse que as suricatas “dependem muito da sua cooperação em grupo para a sobrevivência”, sendo que cada um dos elementos do grupo tem tarefas atribuídas, que vão rodando entre todos ao longo do dia.

Quando há uma ninhada, todos os adultos se dedicam a tratar e a cuidar delas, mas pode acontecer alguma cria não ser aceite: “Depende depois entre eles, na sua hierarquia, quem fica e quem é que sai. Dentro do próprio grupo, decidem expulsar ou não um elemento”, disse a tratadora.

A alimentação das suricatas é variada, porque podem “comer um bocadinho de tudo, carne, peixe e alguma fruta”.

“Mas são maioritariamente carnívoros, alimentam-se especialmente de insetos de larvas”, disse Filipa Cardoso.

Segundo a tratadora, é prática habitual no Zoo de Lisboa esconderem-se “alimentos vivos, como larvas de inseto, para estimular os comportamentos de procurar alimento”.

Apesar de serem animais pequenos e simpáticos, Filipa Cardoso excluiu de imediato a possibilidade de serem domesticados.

“São animais selvagens. A ligação de grupo sobrepõe-se a qualquer ligação com o Homem”, frisou.