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Cinema

Portugal escolhe filme “A Herdade” para candidatura aos Óscares 2020

A Academia Portuguesa do Cinema escolheu o filme de Tiago Guedes para tentar a sua sorte na próxima cerimónia dos Óscares. Foram preteridos "Variações", "Parque Mayer" e "Raiva", de Sérgio Trefaut.

Está escolhido o filme português candidato à próxima edição dos Óscares, cerimónia de prémios do cinema norte-americano e de Hollywood que vai decorrer a 9 de fevereiro de 2020, no teatro Dolby, em Los Angeles. O filme português eleito para a candidatura nacional a estes prémios foi “A Herdade”, longa-metragem de Tiago Guedes em que participam atores como Albano Jerónimo, Sandra Faleiro, Miguel Borges e Victoria Guerra.

A revelação foi feita pela Academia Portuguesa do Cinema, em comunicado às redações. A responsável pela escolha anual do filme português candidato aos Óscares elogiou ainda outros filmes preteridos como “Variações”, de João Maia, “Parque Mayer”, de António-Pedro Vasconcelos e “Raiva”, de Sérgio Tréfaut:

 Todos os filmes que estavam nomeados à candidatura de Portugal para os Óscares – “Raiva” de Sérgio Tréfaut, “Parque Mayer” de António-Pedro Vasconcelos e “Variações” de João Maia – são filmes que demonstram a vitalidade e diversidade inequívoca do cinema português”, referiu Paulo Trancoso.

Elogiando a capacidade de afirmação “no plano nacioanl e internacional” do cinema português “nos últimos dois anos”, o presidente da APC sublinha que não só os filmes nacionais têm mantido “uma presença constante e destacada em festivais de cinema onde Portugal não participava há vários anos” como têm atraído mais espectadores às salas de cinema. De acordo com este órgão, “este ano, até agora a produção nacional levou às salas cerca de 490 mil espectadores, um aumento impressionante face aos 145 mil espectadores contabilizados no mesmo período em 2018”.

O filme de Tiago Guedes só chegará às salas de cinema nacionais a 19 de setembro — portanto, no final da próxima semana —, ma já teve estreia mundial na última edição do Festival de Cinema de Veneza, no qual o realizador (autor também de “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”) foi distinguido com o Prémio Bisato d’Oro para Melhor Realização. Depois do Festival de Veneza, o filme seguiu para o Festival de Toronto TIFF, naquela que foi a primeira vez em que um filme português foi seleccionado para a secção Special Presentations deste festival canadiano.

Na sequência da distinção atribuída a Tiago Guedes em Veneza, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou a seguinte nota de felicitações e descrição do filme: “Épico intimista, entre o melodrama e o imaginário do ‘western’ tardio, filme em diálogo com algum cinema clássico e moderno, nomeadamente o italiano, ‘A Herdade’ é uma história do Portugal contemporâneo contada a partir das vicissitudes de uma família de proprietário rurais do sul do país”. O júri italiano notou ainda as “reminiscências”; embora sendo “mais íntimo e menos espetacular”, do filme “Novecento”, de Bertolucci, na obra portuguesa.

O filme de Tiago Guedes tinha já sido selecionado para representar Portugal na próxima edição os prémios espanhóis de cinema Goya. Produzida por Paulo Branco, e com argumento do realizador Tiago Guedes e do escritor Rui Cardoso Martins, a longa-metragem conta a “saga de uma família proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do rio Tejo, […] fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a revolução do 25 de Abril e até aos dias de hoje”, segundo descreve a sinopse.

Esta segunda-feira, foi revelado que uma versão televisiva do filme foi comprada pelo canal Arte France e será exibida pela RTP. A série terá três episódios, com cerca de uma hora cada.

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