Rádio Observador

Macau

Organização do GP de Macau garante novas medidas de segurança este ano

A organização do Grande Prémio de Macau garantiu reforçar medidas de segurança nas provas deste ano, depois de em 2018 a jovem piloto alemã Sophia Flörsch ter sofrido um acidente aparatoso.

Vão ser realizadas alterações em algumas das curvas mais 'apertadas' do icónico Circuito da Guia, um percurso citadino de 6,12 quilómetros, considerado um dos mais perigosos do mundo

CARMO CORREIA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A organização do Grande Prémio de Macau garantiu esta quinta-feira que vai reforçar as medidas de segurança nas provas deste ano, depois de em 2018 a jovem piloto alemã Sophia Flörsch ter sofrido um acidente aparatoso.

Seguindo as recomendações da Federação Internacional do Automóvel (FIA), vão ser feitas “várias alterações ao circuito”, disse em conferência de imprensa o presidente da Associação Geral Automóvel de Macau-China e coordenador da subcomissão desportiva da organização do Grande Prémio, Chong Coc Veng.

Vão ser realizadas alterações em algumas das curvas mais ‘apertadas’ do icónico Circuito da Guia, um percurso citadino de 6,12 quilómetros, considerado um dos mais perigosos do mundo, como “o aumento da escapatória da curva Lisboa, proteções em espuma adicionais e novo tipo de barreiras de segurança em vários pontos em redor do circuito”, além das bandeiras eletrónicas que vão ser instaladas “como complemento à sinalização manual”, informa a organização, em comunicado.

Estas medidas foram “baseadas em extensivas simulações de computador”, apontou Chong Coc Veng, explicando que estas mudanças na segurança se prendem com o facto de a FIA ter atualizado o circuito de grau III, no ano passado, para grau II.

Este ano, o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 “irá adotar carros de diferentes especificações, relativamente aos anos anteriores”, disse o presidente da Associação Geral Automóvel de Macau-China, e, por isso, foram projetadas novas medidas, explicou Chong Coc Veng.

“O Grande Prémio de Macau de F3 vai introduzir em Macau os mais recentes carros de F3, com uma potência máxima de 380 cavalos, mais 140 cavalos de potência do que o anterior monolugar de F3”, afirmou em maio o presidente da Associação Geral Automóvel de Macau-China.

Este novo carro já foi usado na prova de abertura do campeonato de F3 da FIA, em Barcelona, em 11 e 12 de maio.

O 66.º Grande Prémio de Macau, que se realiza entre 14 e 17 de novembro, tem um orçamento de 270 milhões de patacas (cerca de 30 milhões de euros), para um programa com seis corridas: o Grande Prémio de Macau de F3, a Taça GT, a Corrida da Guia, o 53.º Grande Prémio de Motos, a Taça de Carros de Turismo e a Taça GT-Corrida da Grande Baía.

Em 2018, mais de 83.000 pessoas assistiram aos quatro dias do 65.º Grande Prémio de Macau, marcado pela vitória do piloto de F3 Daniel Ticktum e pelo acidente aparatoso de Sophia Flörsch, no último dia do evento, tendo sido submetida a uma cirurgia de fusão à coluna vertebral.

No Circuito da Guia, a alemã, de apenas 17 anos, despistou-se e embateu no carro do japonês Sho Tsuboi, ultrapassando os ‘rails’ de proteção na abordagem à curva do Hotel Lisboa.

Em 2017, a competição de motos ficou marcada pela morte do piloto britânico Daniel Hegarty (Honda), aos 31 anos, numa prova que não registava fatalidades desde 2012.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)