1Na freguesia onde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, votou (Veade, Gagos e Molares, em Celorico de Basto) o PS venceu com 40% dos votos, seguido do PSD (34,4%). Em 2015, a coligação PSD/CDS tinha ficado em primeiro lugar com 42,5% dos votos.

2 O PS ganhou pela primeira vez nos concelhos de Penalva do Castelo (Viseu), Trancoso (Guarda), Mondim de Basto (Vila Real), Porto Santo (Madeira) e Porto Moniz (Madeira). Nestes dois últimos concelhos, foi a primeira vez que o PSD perdeu para o partido de António Costa. O Bloco ficou pela primeira vez à frente da CDU em Alcoutim (Faro).

3 Os primeiros mandatos foram atribuídos ao PS, segundos dados do Ministério da Administração Interna: Sónia Fertuzinhos (Braga), Alexandre Quintanilha (Porto), Alexandra Leitão (Santarém), Tiago Brandão Rodrigues (Viana do Castelo), João Azevedo (Viseu). Entretanto, segundo uma atualização do mesmo site, no lado do PSD já têm lugar garantido no Parlamento: André Lima (Braga), Firmino Marques (Braga), Hugo Carvalho (Porto), Jorge Mendes (Viana do Castelo), Luís Ramos (Vila Real), Fernando Ruas (Viseu).

4 Vitorino Silva (Tino de Rans) não ficou em primeiro lugar na freguesia de Rans (Penafiel), mas esteve lá perto: o PS ganhou com 30,4%, com o RIR (Reagir, Incluir e Reciclar) de Tino de Rans, a ficar em segundo lugar, com 29,8% dos votos. Em todo o país, o RIR conseguiu 34.638 votos.

5O Bloco de Esquerda roubou o primeiro lugar à CDU nos concelhos de Peniche, Marinha Grande (Leiria), Alcoutim (Faro) e Setúbal. Ao PSD tirou a liderança em Campo Maior (Portalegre) e Corvo (Açores).

6 O PSD venceu no distrito de Viseu, com 36,26% dos votos e 4 deputados eleitos. Apesar da vitória, são menos dois que em 2015 quando concorreu coligado com o CDS. Já o PS conquistou mais um deputado que há quatro anos, quando obteve três mandatos.

7

Num dos concelhos onde é legal matar touros na arena (Barrancos), o PAN teve oito votos. Trata-se de 1,2% dos votos naquele concelho. Já o PS ficou em primeiro lugar, com 39,6% dos votos, seguido da CDU, com 23,5%. Em 2002 a Assembleia da República aprovou uma exceção na lei que legalizou juridicamente a realização em Barrancos, a título excecional, de touradas com touros de morte.

8

Em Alpiarça, a terra de onde é natural Pedro Pardal Henriques (o ex-representante dos Motoristas de Matérias Perigosas e candidato do PDR) foi o PS a ficar em primeiro lugar (36,8%), seguido pela CDU (26,1%) e o PSD (11,2%). Em quarto lugar ficou o Bloco de Esquerda (com 8,6%), em quinto o CDS (5%), depois o PAN (2,1%). O PDR, de Pardal Henriques, ficou em 15.º lugar, com apenas 0,3% (ou seja, 12 votos).

9

A coligação PCP/PEV ficou em primeiro lugar em, pelo menos, 15 freguesias, segundo um levantamento do Observador. Em termos percentuais, foi na freguesia de São Martinho (Alcácer do Sal) que mais votos conquistou (63,3%, o que equivale a 162 votos). Em Alcórrego e Maranhão, concelho de Avis, na região do Alentejo, os comunistas e os Verdes atingiram 61,5% dos votos (153 eleitores). Destaque também para Pias (Serpa), onde a coligação conseguiu 54,1% dos votos (658). Já na freguesia de Benavilla e Valongo, em Avis, o PCP/PEV roubou o primeiro lugar ao PS. Já na sua terra natal, em Santa Iria de Azoia, Jerónimo de Sousa perdeu força (dos 19,6% em 2015, a CDU ficou agora por 14,5%).

10

O PAN, que por várias vezes se manifestou contra a exploração de petróleo em Aljezur, em conjunto com autarquias locais, mais do que triplicou a percentagem de votos naquele concelho. O partido de André Silva passou de 1,7% (e 38 votantes), em 2015, para 5,3% (112 eleitores) nestas legislativas. Nos concelhos de Oeiras e Cascais, o partido mais do que duplicou a percentagem de votos.

11 O PSD voltou a falhar a eleição de qualquer deputado para a Assembleia da República pelos três círculos do Alentejo. É a segunda vez que isso acontece nos últimos 20 anos. Desde 2000, nas seis eleições legislativas realizadas, só 2005 os sociais-democratas não elegeram qualquer deputado no Alentejo, considerando o global dos círculos de Évora, Beja e Portalegre.

12O distrito do Porto tinha ficado pintado de laranja: nas legislativas desse ano, a coligação PSD/CDS conseguiu vencer em 15 dos 18 concelhos do Porto. Este ano, a mudança foi notória e o partido liderado pelo antigo presidente da câmara do Porto, Rui Rio, não conteve o PS: os socialistas ficaram em primeiro lugar em 14 concelhos. Em termos genéricos, o PSD e o CDS, em conjunto, perderam 5,1 pontos percentuais; o PS ganhou quase 4 pontos percentuais. Já na freguesia onde votou Rui Rio (Lordelo do Ouro e Massarelos, no concelho do Porto), o PSD saiu reforçado: teve mais 4,7 pontos percentuais.

13

Se em 2015 foi a coligação Portugal à Frente (PàF) a ocupar o primeiro lugar no distrito de Lisboa (com 34,7% dos votos), nestas legislativas foi o PS o partido mais votado (36,7% dos votos). O PSD e o CDS, em conjunto, perderam 7,7 pontos percentuais, enquanto que o PS ganhou 3,2 pontos percentuais. Em todos os concelhos do distrito de Lisboa o PS venceu.

14

Mais pessoas votaram em branco ou nulo (218 138) do que no Chega (66.442), Iniciativa Liberal (65.545) e Livre (55.656) em conjunto.

15

Em três concelhos particularmente afetados pelos incêndios em julho (Mação, Vila de Rei e Sertã), o PS ganhou força (com mais 1,8, 4 e 5 pontos percentuais, respetivamente). Mas o PSD continuou à frente: 38,1% em Mação, 46,8% em Vila de Rei, e 43,9% na Sertã.

16

No distrito de Lisboa, o Chega de André Ventura teve cerca de um terço dos mais de 66 mil votos obtidos a nível nacional. A votação mais expressiva aconteceu nos concelhos de Sintra e Lisboa — mais de quatro mil votos em cada — e Loures (onde André Ventura foi autarca) com quase três mil votos. No distrito do Porto, o partido teve menos de seis mil votos, ou seja, quase metade dos votos obtidos pelo RIR de Tino de Rans.

17O concelho de Vila Franca do Campo, em São Miguel, nos Açores, foi o que registou a taxa mais alta de abstenção (70,4%). De acordo com os resultados disponíveis no portal de análise de dados estatísticos da Social Data Lab para a agência Lusa, no concelho de Vila Franca do Campo, dos 10.588 inscritos votaram 3.137 eleitores. Já a taxa de abstenção mais baixa foi registada no concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco (30,4%).

18

Nos cerca de 100 concelhos mais envelhecidos do país, o PS venceu em mais de 60, o PSD em cerca de 35 e o PCP em dois (Avis e Mora).

19

Na freguesia onde António Costa nasceu (antiga freguesia de São Sebastião da Pedreira, que, devido à nova reorganização administrativa, passou a freguesia das Avenidas Novas), o PSD saiu vencedor (com 33,55% dos votos — em 2015 a coligação PàF tinha chegado aos 50,53%). O PS perdeu força: passou de 28,63% para 25,30%.

20

Onde tiveram os partidos maior percentagem de votos, por concelho? PS: Gavião (Portalegre), Santa Cruz da Graciosa (ilha da Graciosa) e Porto Santo (ilha do Porto Santo). PSD: Boticas (Vila Real), Calheta (Madeira) e Sernancelhe (Viseu). BE: Condeixa-a-Nova (Coimbra), Sines (Setúbal), Portimão (Faro). PCP: Avis (Portalegre), Mora (Évora) e Aljustrel (Beja). CDS: Velas (ilha de São Jorge), Ponte de Lima (Viana do Castelo) e Vale de Cambra (Aveiro). PAN: Albufeira, Portimão e Olhão (os três em Faro). Chega: Alvito (Beja), Moura (Beja) e Monforte (Portalegre). Iniciativa Liberal: Lisboa, Oeiras e Cascais (os três em Lisboa). Livre: Lisboa, Oeiras e Cascais (os três em Lisboa).

(Artigo atualizado às 3:30)