A startup portuguesa Indie Campers vai investir 100 mil euros para contratar mais 200 novos colaboradores em 2020 e expandir o escritório de Lisboa. O investimento não prevê os custos com salários. Até ao final do próximo ano, os fundadores querem empregar 350 pessoas nas várias localizações da empresa, anunciaram esta quinta-feira, em comunicado.

A startup que foi fundada em 2013 pelos amigos Hugo Oliveira e Stefan Koeppl é uma das maiores empresas de aluguer de autocaravanas da Europa. A partir de novembro deste ano, vai ter um programa internacional de estágios, que se direciona, sobretudo, para estudantes da área de turismo à procura do primeiro emprego.

“Este programa representa uma oportunidade para os jovens estudantes entrarem no mercado de trabalho com uma experiência internacional e, para a Indie Campers também conseguir criar a melhor experiência para os seus clientes, juntando a internacionalmente reconhecida hospitalidade portuguesa a trabalhadores locais com conhecimento específico das áreas envolventes. Muitos dos candidatos ficam a trabalhar connosco e há bastante integração de estagiários em empregos full-time’, afirma Hugo Oliveira, presidente da Indie Campers, em comunicado.

O objetivo das contratações é sustentar as 10 rotas novas e assinar um contrato de 70 milhões de euros com um produtor alemão de autocaravanas, para os próximos quatro anos. Para o escritório de Lisboa, a Indie Campers está à procura de pessoas nas áreas de engenharia informática, marketing digital, finanças, business development, operações, apoio ao cliente e recursos humanos.

Atualmente, a startup emprega 150 pessoas, tem mais de 850 carrinhas e está presente em 50 localizações: Portugal, Islândia, Reino Unido, Irlanda, Espanha, França, Itália, Suíça, Alemanha, Holanda, Croácia, Bélgica e nas ilhas mediterrâneas da Córsega, Sardenha e Sicília.

A Indie Campers contou com um investimento inicial da Portugal Ventures (PV) de 140 mil euros, mas, em outubro de 2017, Hugo Oliveira comprou a posição que o operador de capital de risco público tinha na empresa por 750 mil euros, gerando uma mais-valia para a PV de 610 mil euros. Atualmente, é o único acionista da startup portuguesa.