Os fãs de Michael Schumacher não passaram ao lado da apresentação deste fim de semana da filha do piloto, Gina, campeã europeia de hipismo que, numa prova de estilo livre em Itália, homenageou o pai “equipando” o seu cavalo como se fosse um carro da Ferrari numa rotina toda ela envolta em pormenores relacionados com a Fórmula 1, das pit stops à própria troca de pneus. “Sou grata a toda a minha família e amigos que me têm apoiado muito. Sem vocês, isto não seria possível”, escreveu na sua página oficial no Instagram. Mas as alusões ao germânico por estes dias não ficaram por aqui, com entrevistas que explicaram o presente e deixaram revelações do passado.

À revista She Magazine, Corinna Schumacher, mulher do piloto alemão, comentou o facto de haver total sigilo em relação ao estado de saúde do marido, ao mesmo tempo que falou sobre a paixão por cavalos na família.

“Ele fez tudo por mim. Nunca esquecerei a quem tenho que agradecer. Esse é meu marido Michael”, destacou, antes de garantir que o germânico está a ser acompanhado pelos melhores especialistas: “Pode ter certeza de que está nas melhores mãos e que estamos a fazer tudo o que é possível para o ajudar. Entenda que estamos apenas a cumprir a vontade do Michael mantendo um assunto sensível como a saúde, como sempre foi, em privado”.

“Quando tinha 30 anos, queria muito ter um cavalo e Michael foi comigo para Dubai, onde queria comprar um cavalo árabe. Quando o meu marido me disse que um dia a Gina seria melhor do que eu, não fiquei emocionada. Pensei: ‘Como é que ele chegou a esta conclusão?’. Eu trabalho com cavalos de manhã à noite, a tentar perceber tudo. E ele disse: ‘Você é muito boa. A Gina dá tudo aos cavalos mas também é capaz de dizer que não e ver mais além. Fico muito feliz por ter uma equipa que tem mantido tudo a funcionar. Quando vejo a Gina, sinto um grande orgulho. O que ela já conquistou e a felicidade dela, tudo me deixa feliz”, comentou.

Já Flavio Briatore, antigo diretor desportivo da Benetton, deixou uma revelação sobre o alemão com 25 anos, em entrevista à publicação alemã Kölner Express. “Michael Schumacher mudou depois da morte do Ayrton Senna. Ele pensou seriamente em retirar-se depois do que aconteceu. Felizmente para todos, ficou”, assumiu, a propósito da morte do tricampeão mundial brasileiro no Grande Prémio de São Marino, a 1 de maio de 1994.

“Não tínhamos dinheiro para ir buscar um piloto campeão, uma estrela consolidada. Todos se riam de nós e então tivemos de ir buscar talento. Quando viram o Michael sentado no carro ficaram todos calados”, acrescentou ainda o responsável transalpino, a propósito da contratação do piloto que passara antes pela Jordan.