Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

São 651,6 milhões de euros que os hospitais públicos acumulam em dívidas em atraso. Em causa, estão as dívidas com mais de 90 dias e que representam 40,5% do valor que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde devem a fornecedores. A notícia é avançada pelo Público (conteúdo pago) que cita dados do Portal do SNS.

“Os ministérios da Saúde e das Finanças continuam fortemente empenhados em obter um valor histórico na redução dos pagamentos em atraso no SNS e têm desenvolvido uma articulação próxima no sentido de ir ao encontro das necessidades do sector, mantendo a execução do plano de liquidação de pagamentos em atraso”, respondeu, àquele jornal, o gabinete da ministra da Saúde, Marta Temido.

No início do ano, o ministério já tinha assumido como objetivo a “eliminação dos pagamentos em atraso até 2020”.

As várias injeções de capital feitas pelo Governo levaram a que as dívidas dos hospitais tenham tido várias oscilações ao longo do ano. Em janeiro, o valor estava no 530,5 milhões de euros, tendo caído para os 520 milhões de euros nos dois meses seguintes. Em junho apresentou o valor mais baixo do ano (480,6 milhões de euros) e, desde então, não tem parado de subir, chegando em setembro ao valor mais alto de 2019.

Os cinco hospitais com maior dívida em atraso, em setembro, eram: Centro Hospitalar Lisboa Norte, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, o Centro Hospitalar Lisboa Central e o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR