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O clube quer Ronaldo mas a equipa chama é por mais Mathieus (a crónica do Sporting-Moreirense)

No dia em que se voltou a falar de uma associação entre Sporting e Ronaldo, leões venceram Moreirense (1-0) num encontro onde Mathieu, aos 36 anos, se chegou à frente e deu o exemplo aos mais novos.

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Mathieu esteve imperial na defesa, acertou no poste de livre e fez a assistência para o único golo do jogo

NurPhoto via Getty Images

Mathieu esteve imperial na defesa, acertou no poste de livre e fez a assistência para o único golo do jogo

NurPhoto via Getty Images

Nem de propósito: no dia em que o Sporting recebia em Alvalade o Moreirense, o jornal Record (conteúdo fechado) avançava este domingo com a possibilidade de Cristiano Ronaldo poder dar nome à Academia em Alcochete, num acordo que estará a ser negociado entre dirigentes leoninos e representantes do avançado da Juventus e que poderá levar a mais parcerias, nomeadamente a construção de outros centros de estágio no País e no estrangeiro numa tentativa de recolocar e reforçar a marca Sporting além-fronteiras. Para já, tudo no ar sem nada assinado. Mas o nem de propósito surgiu da coincidência de se tratar de um jogo contra o primeiro adversário a quem o então jovem avançado de 17 anos dos leões marcou o seu golo inaugural ao serviço da equipa principal.

Quando Fernando Santos assumiu o comando do Sporting, em 2003, já tinha perdido Ricardo Quaresma para o Barcelona. Pensava, nessa altura, que iria aguentar mais um ano Cristiano Ronaldo, podendo manter o esquema preferido de 4x3x3 que caiu com a saída do avançado para o Manchester United após a inauguração do novo José Alvalade. Daí para cá, o clube lançou inúmeros talentos que, não tendo chegado ao patamar de Bola de Ouro, foram para algumas das melhores equipas internacionais além de somarem inúmeras internacionalizações na Seleção principal, casos de Nani, João Moutinho, Miguel Veloso, Rui Patrício, Adrien, William ou Gelson Martins. Títulos, nem um. E é neste ponto que entronca o principal problema do clube nas últimas duas décadas.

Há problemas de fundo que levam a frases como aquela que Lito Vidigal teve na passada sexta-feira, depois de ter visto o seu Boavista goleado no Bessa pelo líder: “Já jogámos contra os três “grandes” mas só há dois candidatos ao título porque o Sporting é grande quem tem lutado pelos campeonatos são FC Porto e Benfica”. Da instabilidade diretiva às constantes quezílias internas, das contratações falhadas às mudanças técnicas e de projeto desportivo, dos Relatórios e Contas onde as despesas superam as receitas à incapacidade de chegar a alvos que fariam a diferença, passando até por uma crise de identidade que se tornou óbvia nos últimos tempos, os leões até podem ter discutido os Campeonatos de 2006/07 e de 2015/16 até à última jornada mas não tiveram sucesso.

O clube quer Ronaldo. Pelo simbolismo que tem a nível de formação, pela força que pode dar a uma marca que ainda sofre pela queda competitiva – e pelos estilhaços do ataque à Academia, acrescente-se. Mas, no presente, há uma equipa que precisa de cada vez mais Mathieus. Na antevisão do jogo com o Moreirense, Silas tinha referido que há apenas um jogador intocável (Bruno Fernandes) e voltou a falar na importância de uma maior competitividade interna. Só assim, tendo mais individualidades a assumir em nome do coletivo, a irregularidade exibicional poderá começar a ser dissipada. E o francês, aos 36 anos, voltou a ser esse exemplo, com um jogo irrepreensível no plano defensivo e com ajuda preponderante ao ataque, não só na bola ao poste de livre direto mas também na assistência para o único golo do encontro marcado por Luiz Phellype, a 20 minutos do final.

Ficha de jogo

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Sporting-Moreirense, 1-0

13.ª jornada da Primeira Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

Sporting: Luís Maximiano; Ristovski, Luís Neto (Coates, 27′), Mathieu, Borja; Doumbia, Wendel; Bruno Fernandes; Vietto (Rafael Camacho, 79′), Bolasie e Jesé Rodríguez (Luiz Phellype, 65′)

Suplentes não utilizados: Renan Ribeiro, Rosier, Battaglia e Eduardo

Treinador: Jorge Silas

Moreirense: Mateus Pasinato; João Aurélio, Iago, Steven Vitória, Abdu Conté; Fábio Pacheco, Filipe Soares (Alex Soares, 70′); Luther Singh, Pedro Nuno, Luís Machado (Bilel, 84′) e Fábio Abreu (Nenê, 86′)

Suplentes não utilizados: Trigueira, Halliche, D’Alberto e Mané

Treinador: Vítor Campelos

Golo: Luiz Phellype (70′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Vietto (36′), Steven Vitória (39′), Mathieu (45+5′), Borja (54′), Iago Santos (56′ e 74′) e Pedro Nuno (90+2′); cartão vermelho por acumulação a Iago Santos (74′)

Depois do duplo compromisso com o Gil Vicente em Barcelos, Silas manteve a mesma base dos últimos encontros mas com algumas surpresas face ao que era esperado: apesar de Renan Ribeiro estar apto, Luís Maximiano ficou com a baliza; o indiscutível Coates começou no banco por troca com Luís Neto (Tiago Ilori, esse, nem sequer foi convocado); e Jesé ocupou o lugar de Luiz Phellype no ataque. Com estes nomes, o técnico leonino tanto podia apresentar-se num 4x4x2 com Bruno Fernandes e Vietto como falsos alas a jogar mais por dentro para as subidas dos laterais como num 4x3x3, ficando Bolasie e Vietto como extremos e Bruno Fernandes como “maestro” da equipa nas costas de Jesé. Optou pela segunda hipótese. E o arranque da partida até foi promissor.

Com menos de um minuto disputado, uma jogada de envolvência pela direita colocou Vietto solto para fazer o cruzamento atrasado que por pouco não foi desviado para a baliza por Jesé. Estava dado o primeiro aviso para um Moreirense que “pagou” por querer vir a Alvalade de peito demasiado aberto frente a um Sporting a jogar fácil, rápido, apoiado e a arriscar também as opções mais verticais, como aconteceu no excelente passe de Mathieu na zona entre lateral e central que desmarcou Borja pelo flanco esquerdo antes da assistência do colombiano para o golo de Bolasie anulado pelo VAR por 14 centímetros de adiantamento do sul-americano (12′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Sporting-Moreirense em vídeo]

No primeiro quarto de hora o Sporting recuperou algo que Silas tanto gosta de ver nas suas equipas: a posse, com mais de 75%. E tão depressa alternava jogadas de ataque apoiado, como aquela em que Doumbia, descaído mais na direita, cruzou largo ao segundo poste para Bolasie obrigar Mateus Pasinato a grande intervenção para canto (20′), como saídas rápidas em transição que colocavam Vietto ou Bruno Fernandes com bola em situações de igualdade numérica. A única exceção foi mesmo aos 22′, para Luís Maximiano brilhar e Luís Neto ter mais um momento de infelicidade: Luther Singh surgiu isolado na área, o jovem guarda-redes defendeu bem para canto mas o central acabou por chocar com o seu companheiro e ter de sair de maca em direção do hospital.

O jogo esteve interrompido alguns minutos, os leões recuperaram o fôlego e partiram para uma primeira parte de recordes que, espremidos, valeram literalmente zero: com Bruno Fernandes mais em jogo, Vietto e Bolasie a terem o mérito de desposicionar a defesa contrária com a constante mobilidade no último terço e Jesé Rodríguez mais entrosado a receber bolas na carreira de tiro, o Sporting chegou ao intervalo com o número recorde de remates tentados numa primeira parte (16, com três à baliza, sete para fora e seis bloqueados) e de tentativas feitas de fora da área (nove). Golos, esses, nem um, também por mérito do brasileiro Mateus Pasinato.

O segundo tempo manteve as características da primeira parte, com mais Sporting na frente, muitos remates a serem tentados (mesmo que em mais de metade das ocasiões de fora da área, havendo uma média no total de tiros tentados de 20,4 metros da baliza de Pasinato) e algum azar à mistura, como num livre direto batido por Mathieu de forma irrepreensível de pé esquerdo que bateu no poste da baliza do Moreirense (49′). Pouco depois, seria o outro central, Coates, a ganhar de cabeça na área após cruzamento de Bruno Fernandes mas a fazer passar a bola a rasar a trave (57′). Com o passar dos minutos, os leões tentavam de tudo mas eram os cónegos que ganhavam mais confiança, “jogando” também com alguns assobios que se começavam a ouvir.

Silas voltou a mexer na equipa e ganhou aí o jogo, ao tirar Jesé num dos jogos mais conseguidos do espanhol a não ser na finalização (daí que tenha saído a pontapear algumas coisas pelo caminho…) e ao lançar Luiz Phellype. Na primeira vez em que tocou na bola, o brasileiro ainda se atrapalhou com Wendel mas conseguiu rematar fraco para defesa de Pasinato (68′); na segunda, marcou um grande golo na área de cabeça na sequência de um cruzamento de Mathieu ainda longe da área (70′). Depois, o antigo dianteiro do P. Ferreira ainda teve duas jogadas a entrar na área em que se mostrou um bocado atabalhoado mas o mais importante estava feito, fazendo valer a média de 50% de eficácia de remates que tem no Campeonato para desbravar o regresso aos triunfos, mais facilitado depois da expulsão de Iago Santos por acumulação após falta sobre Bolasie (74′).

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