O vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento garante que esta semana, no debate e votação na especialidade do Orçamento do Estado, o partido não vai recuar na proposta que apresentou para reduzir o IVA da eletricidade (consumo doméstico apenas) para 6% a partir de 1 de julho. “A proposta do PSD é para levar até ao fim. Aí não há dúvida nenhuma”. Mas também assume que as outras propostas, nomeadamente na do BE, não vê um “quadro económico de referência”.

Em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, Morais Sarmento diz que o PSD “leva a sua proposta a votos” e que vai analisar as outras propostas venham de que partidos vierem. “O PSD apresentou uma proposta há meses, apresentou o quadro de referência económico sobre o qual apresentava a proposta e apresentou também as consequências da proposta em termos orçamentais, e os necessários contrapesos que ela implicava. É isto que o PSD levará até ao fim. Sendo coerente, o PSD olhará a qualquer proposta,independentemente da sua proveniência política, desde que ela parta de um quadro económico realista e tenha uma proposta coerente na redução que proponha e nos contrapesos que apresente”. Mas ao mesmo tempo assume: “Se há alguma outra, que me parece difícil… e isto não tem a ver com ponto de fuga mas com ser coerente…”

Morais Sarmento fala na necessidade de “um quadro económico realista” a acompanhar as propostas — tal como Rio que já disse que só aceitaria propostas com contrapartidas previstas para compensar a perda de receita com a medida — e questiona: “Viu algum quadro de referência da proposta do Bloco de Esquerda? Eu não vi”. Morais Sarmento dá sinal de insatisfação com a proposta do Bloco de Esquerda que passa pela redução da taxa do IVA da luz e gás natural para 13% e que tem como medidas mais claras para fazer o contrapeso o aumento do IVA na hotelaria.

Não é claro sobre o que o PSD fará das outras propostas (o PCP também tme uma) depois da análise mas garante que “não há negociações cruzadas nem maiorias cruzadas nem votos cruzados”. Esta avaliação das propostas que estão em cima da mesa: “Temos de olhar para as outras propostas, ver qual é o quadro-base de que elas partem – se há uma adesão à realidade -, e qual é, em cima desse quadro-base, a forma como esses partidos apresentam uma solução que – sim ou não – permita no final mantermos um equilíbrio orçamental”.