O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior garantiu que “ainda temos tempo para resolver” como será o acesso ao ensino superior no próximo ano letivo, mesmo tendo em conta as circunstâncias criadas pela pandemia de COVID-19.

Em entrevista à Rádio Observador, Manuel Heitor explicou que “os termos legais e institucionais definidos para o acesso ao ensino superior são libertados em maio, por isso ainda temos tempo”. Ainda assim, o ministro não coloca de lado a possibilidade de não haver exames de acesso, embora considera prematuro falar sobre o assunto.

O tema está a ser debatido em sede europeia, em que “foram discutidas e debatidas as várias possibilidades e hipóteses”, mas sempre com um objetivo em mente: “Sempre garantindo que o próximo ano letivo começa com normalidade”, afirma o ministro.

Cientistas portugueses em comunicação com profissionais de saúde

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior explicou na Rádio Observador que a Fundação para a Ciência e Tecnologia anunciou uma linha de financiamento para atividade de investigação com aplicação imediata na cura e prevenção da COVID-19.

Este concurso foca-se no tratamento de informação, que as autoridades de saúde e a administração pública possam ter sobre pacientes, prosseguiu Manuel Heitor: “Estimula-se a partilha desses dados com a comunidade científica para dar mais informação aos médicos e aos cidadãos”.

“Há necessidade de ter acesso a informação que está na posse das autoridades de saúde e nas unidades de saúde. A par de estarmos a trabalhar com o Ministério de Saúde, lançámos este concurso para as autoridades, com a informação que já têm, poderem trabalhar com centros de investigação que eles selecionam”, respondeu Manuel Heitor.

Esta é uma estratégia que também estão a ser desenvolvida entre todos os países da Europa: “Muitas ações que temos estimulado tem sempre uma uma dimensão europeia e, atualmente, a nossa comunidade científica está bem interiorizada em todas as áreas de conhecimento. Temos uma comunidade englobada no esforço europeu”.