Mais 1.500 famílias de Lisboa vão passar a receber o “cabaz solidário de frescos”, juntando-se às 300 que já beneficiavam desta iniciativa da câmara municipal e que agora também abrange todas as freguesias da cidade.

“Passa a ser alargado a todos os territórios, a todas as freguesias, independentemente de terem bairros municipais ou não, e passamos a chegar a mais 1.500 famílias, além das 300 a que estávamos a chegar”, disse à Lusa a vereadora responsável pelo pelouro da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa, Paula Marques (Cidadãos por Lisboa, eleita nas listas do PS).

O iniciativa “Mercado Solidário” arrancou no início de abril devido à pandemia de Covid-19 e abrangia até agora 300 famílias que vivem em bairros municipais.

Conforme explicou na altura Paula Marques, com o “Mercado Solidário” a Câmara de Lisboa pretende dar resposta a duas questões: por um lado, permitir aos produtores escoar os seus produtos, depois de as feiras das Galinheiras e do Relógio, “pontos fundamentais de distribuição”, terem encerrado devido à pandemia de Covid-19; por outro lado, apoiar as famílias nesta situação de emergência.

Assim, a Câmara de Lisboa adquire os produtos aos produtores e, depois, com o envolvimento das associações de moradores e das juntas de freguesia, faz a distribuição pela famílias mais necessitadas.

A “cesta de produtos” que é distribuída é essencialmente constituída por frescos, como fruta, legumes, batatas e ovos, além de pão.

Agora, disse esta segunda-feira Paula Marques, a autarquia juntou “mais esforços para estar na linha da frente da resposta solidária no terreno”.

“Estávamos a trabalhar com um conjunto de associações de moradores, articulando com as juntas de freguesia nos territórios dos bairros municipais, chegávamos até 300 famílias com o cabaz solidário de frescos, do ‘Mercado Solidário’. A partir desta semana conseguimos fazer o alargamento, a este projeto juntam-se outras freguesias da cidade, outras organizações também”, salientou a autarca.

Além do alargamento a todas as freguesias da cidade, “às outras freguesias que ainda não estavam no ‘barco’, mesmo aquelas que não têm bairros municipais”, acrescentam-se ao projeto “mais organizações, braços e equipas na distribuição” e também mais produtores e escoam-se mais produtos.

Segundo a vereadora responsável pelo pelouro da Habitação, a Câmara de Lisboa estima manter a iniciativa, que chega agora a 1.800 famílias, pelo menos até ao final de junho.

A distribuição dos produtos tem seguido várias modalidades, podendo nuns casos serem levantados pela famílias e noutros entregues nas próprias casas, por equipas mistas, que podem integrar funcionários das juntas de freguesia, elementos das associações de moradores e voluntários.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 206 mil mortos e infetou quase três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 810 mil doentes foram considerados curados.

Portugal contabiliza 928 mortos associados à Covid-19 em 24.027 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado esta quinta-feira. Relativamente ao dia anterior, há mais 25 mortos (+2,8%) e mais 163 casos de infeção (+0,7%).

Das pessoas infetadas, 995 estão hospitalizadas, das quais 176 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou 1.329 para 1.357.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.