O Rolls-Royce Dawn foi lançado em 2015 como um dos descapotáveis mais luxuosos do mercado. E continua a sê-lo, mas os proprietários deste modelo passaram a ter infinitas possibilidades de converterem o seu cabriolet num roadster, se assim o entenderem, transformando o quatro lugares num dois com mais apelo desportivo, cortesia da Rolls-Royce Bespoke, a divisão de personalização do fabricante britânico.

Sem nunca mencionar valores, a marca de luxo do Grupo BMW apresenta agora a mais recente declinação do chamado pack Aero Cooling, solução que consiste em fazer desaparecer os dois lugares de trás, cobrindo-os com uma peça amovível em fibra de carbono, leve e resistente, cuja concepção não só permite arrumar pequenos objectos em compartimentos revestidos a couro e com fechadura, como o próprio desenho das saliências que se encontram imediatamente do encosto de cabeça dos bancos da frente foi projectado com preocupações aerodinâmicas, visando melhorar o fluxo de ar a velocidades mais elevadas, sem provocar um turbilhão à frente.

A Rolls-Royce recorda que esta solução foi apresentada no Salão de Genebra em 2018 e, desde então, foram vários os clientes a cujos desejos o departamento de individualização deu resposta.

Segundo a marca anunciou agora, um dos primeiros projectos sob medida foi encomendado por um cliente em Yokohama, no Japão, que pretendia homenagear sua cidade-natal. Apropriadamente denominada Bayside Dawn Aero Cowling, a criação evocou o mar azul e as velas brancas dos iates na Baía de Yokohama, com a escolha dos materiais a recair naturalmente em painéis de teca para evocar os decks dos iates.

Descapotável ou roadster, o Dawn continua a ser impulsionado por um V12 com 6,6 litros de cilindrada, soprado por dois turbocompressores e acoplado a uma caixa automática de oito velocidades fornecida pela ZF do tipo conversor de binário. Anuncia 571 cv de potência máxima às 5250 rpm e 780 Nm de binário máximo logo às 1500 rpm. Os 0 a 100 km/h ficam para trás ao fim de 4,9 segundos, para depois atingir 250 km/h de velocidade máxima. O consumo médio, que não deverá ser grande fonte de preocupação para o proprietário, ronda os 14,2 l/100 km.