Aleksander Ceferin anda a dormir mal há mais de dois meses. “Ando a dormir melhor, mas poderia dormir melhor ainda. Ainda não está perfeito”, explica o presidente da UEFA. O motivo das insónias é o adiamento do Europeu para o próximo ano — engrossado pelos países que decidiram terminar as temporadas de forma prematura, pelos clubes com dificuldades financeiras e pelos jogadores com receio de voltar aos treinos e aos jogos. O esloveno de 52 anos tem sido um de milhões de pessoas com dificuldades em dormir desde o início da pandemia. Mas mantém-se irremediavelmente otimista.

Numa entrevista ao jornalista Sebastián Fest, divulgada pelo El Mundo e pelo The Guardian, Aleksander Ceferin não tem grandes dúvidas de que o Campeonato da Europa vai mesmo acontecer em 2021 — numa altura em que os grandes eventos do próximo ano também já começam a ser colocados em causa, devido à possibilidade de persistência do vírus, à existência ou não de uma vacina, à eventualidade de uma segunda vaga no inverno. O presidente da UEFA, para além de garantir que “apostaria um milhão” em como o Europeu vai acontecer no próximo verão, defende que não sabe “por que é que não haveria de se jogar”, já que não acredita que “o vírus dure para sempre”.

O advogado de cinturão negro no karaté que esteve na guerra da independência da Eslovénia: Ceferin, o líder que decide o futebol na Europa

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.