“A nossa atividade está cancelada. É impensável marcar concertos neste momento. Tem de haver uma maior consciência do governo e do Ministério da Cultura para que, caso aconteça novamente, não estejamos desprotegidos”.

As palavras são de Alexandra Campos Vidal, fundadora e gestora das Damas (bar da Graça, em Lisboa, que funciona também como restaurante e sala de concertos) e ilustram a forma como olha para o que se está a passar em plena pandemia da Covid-19, agora que já começa a ser possível retomar um pouco do que era a vida social há dois meses. Já é possível ir à praia, estar num jardim, organizar jantares, fazer reservas em restaurantes. Mas e a noite? A que era feita de encontros, de troca de afetos e de copos ou de ovações que pediam bis a uma banda? A mesma que chamava milhares de turistas, cruzava nacionalidades e taxas altas de alcoolemia. A noite começa lentamente a desconfinar a partir de junho, mas com muitas dúvidas, incertezas e medo de receber um público que já não é o mesmo. E se esta não for só uma fase de transição, as consequências poderão ser gravíssimas. A noite sabe disso. Mas há esperança: se o setor sobreviveu à crise de 2008, também o vai fazer na de 2020, acreditam os agentes que lhe dão vida.

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