De forma, talvez, surpreendente, a Bundesliga foi das últimas ligas europeias a acordar para a gravidade da pandemia que em março atingiu definitivamente a Europa. No fim de semana em que tudo mudou, no fim de semana em que grande parte do continente encerrou escolas, fechou cafés e restaurantes e confinou a larga maioria da população, a Bundesliga só suspendeu a competição à última da hora. Até aí, pretendia ainda jogar à porta fechada — mas continuar a jogar.

Por isso, provavelmente, assumiu desde aí um papel pioneiro nos avanços durante a pandemia — desde a redução de salários, desde o desenhar de protocolos para o regresso aos trabalhos, desde o alinhavar de planos para voltar à competição. Logo no primeiro tópico, o Bayern Munique tomou mesmo a dianteira do panorama europeu, tornando-se um dos primeiros clubes a anunciar uma redução salarial no plantel para fazer face aos desafios financeiros provocados pela pandemia. Em abril, Lewandowski, Müller, Neuer e companhia aceitaram um corte de 20% nos respetivos salários: e este sábado, mais de um mês depois, provaram que a atitude não tinha sido apenas para agradar.

O que esta epidemia revelou sobre a esplendorosa indústria do futebol

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