Um homem de 71 anos foi detido em flagrante delito na sexta-feira pela “prática dos crimes de branqueamento e falsificação de documentos”, estando agora em prisão preventiva, anunciou a Polícia Judiciária esta terça-feira. Valores creditados em contas de empresas faltas estão estimados em 3,7 milhões euros.

“A detenção ocorreu nas instalações de um Banco, em Lisboa, quando o arguido procurava fazer um levantamento em numerário, referente a uma conta bancária, de uma empresa, da qual se apresentava como gerente”, pode ainda ler-se no comunicado enviado às redações.

Segundo a PJ, o homem integrava uma organização criminosa internacional, “que utilizava o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente, através da prática de burlas de natureza informática, em países estrangeiros”. Para tal, o detido abriu três empresas em Portugal, entre novembro de 2019 e março de 2020, e contas bancárias destas em bancos nacionais.

As contas “começaram a ser creditadas com dezenas de transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos”, segundo a PJ.