Um incêndio destruiu esta quinta-feira, de forma parcial, o Castelo de Vizela, edifício centenário avaliado em 1,4 milhões de euros que estava, atualmente, em hasta pública e se destinava a ser convertido num hotel de 4 estrelas.

Segundo o jornal O Minho, o alerta foi dado por volta das 5h da manhã e perto de 30 bombeiros foram enviados para o local, para combater as chamas.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, por volta das 9h45 o incêndio já se encontrava em fase de rescaldo. Metade do edifício ficou destruído.

Restam ainda muitas dúvidas sobre a origem do incêndio, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária.

O presidente da Câmara Municipal de Vizela, Victor Hugo Salgado, disse à Rádio Vizela que acredita que se tratou de fogo posto. “Hoje o tempo não estava quente, atendendo a que não houve vento de noite, atendendo a que o edifício já não tinha eletricidade, tudo leva a crer que terá sido fogo posto”, disse o autarca.

Uma enorme tristeza, aqui no local, consegue-se constatar que parte do edifício acabou por arder esta noite”, lamentou Victor Hugo Salgado.

O edifício do Castelo de Vizela foi mandado construir em 1905, na altura com o objetivo de servir como Paços do Concelho. Mais tarde, a câmara municipal acabaria por se instalar noutro local, mais central, e o edifício foi comprado em 2008 pela autarquia.

Inicialmente, o objetivo da câmara era transformar o edifício num pólo cultural, com uma biblioteca e um museu. Porém, a falta de verbas para a recuperação do edifício (estima-se que seja necessário um investimento de 7 milhões de euros para o recuperar) levou a autarquia a colocá-lo em hasta pública, contra a garantia de ser transformado num hotel de 4 estrelas para promover o turismo na região.

A autarquia está neste momento a avaliar o prejuízo, mas garante que a estratégia de venda do imóvel se mantém.

“O futuro perspetiva-se naquela estratégia que a Câmara Municipal de Vizela tinha adotado, depois da hasta pública ter ficado vazio, havia o objetivo da Câmara retomar esse processo em reunião camarária. Apareceu o Covid-19, houve uma paragem, mas será retomado o mais rápido possível”, disse o autarca à Rádio Vizela.