Jean Kennedy Smith, a única irmã viva dos irmãos Kennedy (John ou Jack e Bobby, respetivamente presidente e procurador-geral dos Estados Unidos no início da década de 1960), morreu aos 92 anos na quarta-feira na sua casa em Manhattan, Nova York, avançou esta quinta-feira o The New York Times (NYT).

A morte da antiga embaixadora dos EUA na Irlanda, que ajudou a abrir caminho para um acordo formal de paz na Irlanda do Norte, foi confirmada ao jornal The New York Times pela filha, Kim Smith.

Jean Smith foi a oitava de nove filhos de Joseph e de Rose Kennedy e era a única sobrevivente dos 9 irmãos. Foi também a primeira mulher Kennedy da sua geração a assumir um cargo político, tendo participado nas campanhas políticas da família.

Conhecida como “a irmã calma” que não gostava dos holofotes, Jean Kennedy Smith casou-se com Stephen Edward Smith em 1956, o consultor financeiro da família e futuro chefe de gabinete da Casa Branca.

Foi numa visita de Estado à Irlanda com o irmão John Kennedy em 1963, à data presidente dos Estados Unidos, que Jean se tornou embaixadora, pela mão de Bill Clinton, que dizia que ela era “tão irlandesa como americana”. Rapidamente se tornou a segunda mulher mais importante na Irlanda, depois da Presidente Mary Robinson.

Como embaixadora, segundo o NYT, desempenhou um papel crucial no processo de paz da Irlanda do Norte, tendo convencido Bill Clinton a dar um visto a Gerry Adams, o líder do Sinn Féin (braço político do IRA), em 1994, considerado pelos britânicos como um terrorista. Quando deixou o cargo de embaixadora, recebeu a nacionalidade irlandesa por “serviços distintos à nação”.