Quando a Juventus perdeu pela primeira vez na Serie A com a Lazio, na primeira semana de dezembro, aquilo que poderia ser encarado como um mero percalço e que já antes acontecera nas caminhadas vencedoras com Allegri no comando ganhou uma outra dimensão ganhou outro peso pelo bom arranque de prova do Inter de Antonio Conte. Seguiram-se mais cinco triunfos seguidos antes do pior momento da temporada, com derrotas fora em Nápoles e Verona. Mesmo ganhando depois ao conjunto de Milão no último encontro antes da pandemia, já estava também a Lazio na corrida, com apenas menos um ponto. Nas últimas épocas, quando se chega a dez jornadas do final, o título para a Vecchia Signora era uma questão de tempo; agora, tornou-se uma questão em aberto. 

A sorte não protegeu os pouco audazes: Nápoles vence Juventus e Ronaldo volta a falhar conquista da Taça

Os dois primeiros jogos da retoma, a contar para a Taça de Itália, mostraram isso mesmo. Mais do que a derrota na final ou os dois empates sem golos com AC Milan e Nápoles no final do tempo regulamentar, a Juve jogou pouco. Muito pouco. E em determinados períodos dessas partidas andou até perdida em termos táticos, começando com um triângulo a meio-campo que permitia a Ronaldo e Dybala descaírem à vez na esquerda mas passando para um 4x4x2 assimétrico com Douglas Costa aberto na direita, Matuidi como falso ala esquerdo e os dois avançados na frente (sem bola). O ataque teve raríssimas oportunidades, a defesa teve mais problemas do que é normal mas foi no meio-campo que entroncaram os maiores problemas de uma equipa que parece ter perdido a ideia de jogo.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.