O presidente do Conselho Europeu, António Costa, pediu esta quinta-feira ao Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, o restabelecimento da liberdade de navegação no estreito de Ormuz e o fim dos ataques contra países vizinhos.
O português pediu a Teerão que “retome a cooperação” com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), segundo uma publicação na rede social X, acompanhada de uma fotografia de ambos os líderes.
Frank and substantial discussion with President @drpezeshkian of Iran.
I stressed that dialogue is the only way to resolve conflicts and to ensure lasting peace across the region.
I called for an end to Iran’s strikes against its neighbours and the full restoration of… pic.twitter.com/WpxDLPqYkE
— António Costa (@eucopresident) September 23, 2026
Costa acrescentou que a União Europeia “está disposta a apoiar todos os esforços diplomáticos em curso” para pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e o Irão, por considerar que “o diálogo é a única via para resolver conflitos e garantir uma paz duradoura em toda a região”.
A conversa “franca e substancial” entre Costa e Pezeshkian aconteceu à margem da sessão anual da Assembleia Geral da ONU, que está a decorrer em Nova Iorque.
A guerra do Irão, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, está prestes a completar sete meses sem que Washington tenha alcançado o objetivo declarado de derrubar o regime dos ayatollahs, e após várias tentativas falhadas de negociar um acordo para pôr fim ao conflito.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, enfrenta uma pressão crescente face ao risco de a ofensiva prejudicar os republicanos nas eleições intercalares de 3 de novembro, devido ao aumento do preço da gasolina resultante do bloqueio do estreito de Ormuz, um dos principais pontos de tensão do conflito.
Desde o início da guerra, a maioria dos países do Médio Oriente que albergam bases militares ou representações norte-americanas têm sido alvo de ataques por parte do Irão, que tem dificultado o transporte marítimo através do estratégico estreito de Ormuz através de ataques ocasionais a navios e embarcações.