A Madeira entra em 1 de julho na terceira fase da resposta à Covid-19, com uma maior abertura dos aeroportos, mas pode haver retrocesso se aumentarem os casos positivos, disse esta sexta-feira o secretário da Saúde do arquipélago.

“Vamos entrar então numa terceira fase da nossa resposta. A primeira foi a preparação e início das medidas necessárias. A segunda foi a resposta a situações específicas (…) e agora esta fase envolve a abertura de todas as atividades e do turismo”, afirmou Pedro Ramos na conferência para apresentação do boletim epidemiológico semanal neste território.

O governante considerou que esta é uma estratégia “que é única e diferente”, mostrando-se confiante que “irá dar bons resultados para a Madeira e Porto Santo”.

O responsável informou que “a Madeira ainda não está livre dos casos”, porque ainda tem “dois ativos”, mas opinou que a região está “no bom caminho e muito próximo de começar uma nova estratégia de resposta à evolução da pandemia”, sublinhou.

O responsável salientou que esta nova estratégia abrange “quem chega à Madeira a partir do dia 1 de julho”.

Pedro Ramos mencionou que o presidente do executivo madeirense, Miguel Albuquerque, visitou esta sexta-feira as instalações no aeroporto, onde foi montada a unidade de rastreio à Covid-19, estando “tudo a postos” para começar a funcionar.

“Este é um projeto regional de resposta à pandemia com a colaboração da Aeroportos de Portugal, do setor do Turismo, da Saúde e Proteção Civil”, referiu, considerando ser “mais um passo na estratégia de combate à Covid-19”.

O governante destacou que a região “tem capacidade para continuar a proteger a saúde pública”, tendo vindo a dar “uma resposta integrada, liderada pelo Governo Regional” com o apoio das várias entidades e diferentes setores e elogiou a “população da região que tem cumprido as recomendações”.

Para Pedro Ramos, esta é “uma estratégia de segurança e confiança para a população e para os que a visitam”, constituindo “um bom exemplo que a Madeira está a dar”, seguindo estratégias semelhantes às seguidas em outros países como a Grécia e a Islândia.

“É uma estratégia de responsabilidade do Governo Regional para todos e é um investimento na saúde, economia regional e na contínua procura da defesa da vida e saúde pública da região”, argumentou.

No seu entender, “não é possível abandonar ou mudar a estratégia” seguida, pois os “exemplos dos aumentos de casos noutros países devem servir de alerta”, motivo pelo qual admitiu a possibilidade de alteração das medidas caso surjam novos casos com a entrada de mais visitantes.

Pedro Ramos referiu que, nessa situação, as autoridades de saúde vão avaliar “quais as características, a sua proveniência”, destacando que “só com o decorrer do tempo” é que as medidas poderão ser delineadas, não excluindo o retrocesso no processo de abertura da região.

“Todas as medidas que tem sido recomendadas têm de ser cumpridas”, vincou, enfatizando que se mantém o “estado de calamidade e “o confinamento continua a ser obrigatório para os casos positivos, os casos suspeitos e contactos”.

Desde domingo que não se registam novos casos positivos de Covid-19 na Madeira, existindo apenas dois infetados, provenientes de Lisboa, residentes em Santa Cruz e Funchal, que estão em confinamento em unidade hoteleira, o que faz com que a região ainda “não esteja livre”, referiu o governante insular.

Por seu turno, a vice-presidente do Instituto de Administração da Saúde da Madeira, Bruna Gouveia, enunciou que, dos 92 casos reportados na região, 90 estão recuperados, o que representa 98%.

Também informou que 1.234 pessoas estão a ser acompanhadas na Madeira, sendo 392 em vigilância ativa e 842 em auto vigilância.

Em termos de despiste, o Laboratório do Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM) processou 22.008 amostras, das quais 1.830 na última semana, “o que representa uma média de 250 por dia), abrangendo 19.651 utentes (mais 1.500 que semana anterior)” e destes 718 foram viajantes.