Universidades, centros de investigação e uma associação, com 16 projetos para estudar os fenómenos de violência doméstica, impactos no trabalho e saúde mental de grávidas em contexto de Covid-19 arrecadaram 500 mil euros para estudar impactos de género da pandemia.

O projeto GENDER RESEARCH 4 COVID-19 promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em articulação com a Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e o apoio da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG),foi lançado pelo Governo para estudar impactos de género no âmbito da pandemia, recebeu 145 candidaturas, das quais 16 foram selecionadas para receber financiamento, no total em cerca de 506 mil euros, com origem em fundos nacionais através do orçamento da FCT, refere a fundação numa nota.

A Universidade do Porto (com várias projetos de diferentes faculdades), as universidades Nova de Lisboa, Coimbra, Évora e Lisboa, a Maiêutica, o ISCTE, mas também o Centro de Estudos Sociais e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) foram as entidades selecionadas para receber financiamento público, com projetos a obterem verbas que variam entre os cerca de 12.500 euros e quase 40 mil euros.

A violência doméstica e de género, a resposta das instituições durante a pandemia, as relações entre género e trabalho, os efeitos do confinamento, a saúde mental durante a gravidez e o pós-parto, ou a linguagem estereotipada na comunicação pública na prevenção e combate à Covid-19 são alguns dos temas que serão estudados pelos investigadores.

Dos projetos selecionados, nove projetos são de concretização rápida, com o máximo de quatro meses para desenvolvimento e um apoio máximo por projeto de 20 mil euros, e sete projetos são de análise longitudinal, com o máximo de 10 meses para desenvolvimento e um apoio por projeto de até 40 mil euros”, refere a FCT em comunicado.

O “GENDER RESEARCH 4 COVID-19” dividiu-se em três linhas possíveis para financiamento, tendo sido selecionados cinco projetos para estudos de “género e mercado de trabalho durante e no período pós-crise Covid-19”; três projetos para a linha “Covid-19, quotidianos, estereótipos e papéis de género” e oito projetos na linha “Covid-19 e violência contra as mulheres e violência doméstica”.