Fruto de uma série de melhorias, os Model S fabricados a partir de Janeiro passaram a conseguir percorrer uma distância superior entre recargas, de 402 milhas nos EUA, segundo o método EPA (cerca de 647 km), que estimamos rondar os 662 km quando for alvo de homologação europeia de acordo com o método WLTP. Mas a evolução dos topo de gama da Tesla não se fica por aqui, pois também a capacidade de carga melhorou, com a berlina e o SUV mais caros da marca a serem capazes agora de lidar com potências de até 225 kW.

Os Model S e X já recarregavam a 150 kW, tendo depois evoluído para 200 kW, com a introdução do Model 3 (e Model Y), capaz de aceitar 250 kW, o que levou o fabricante a fazer novo esforço para não deixar para trás os seus topos de gama. A partir de agora, o S e o X podem extrair da rede 225 kW, o que deverá reduzir um pouco mais o tempo de recarga.

Model S com 647 km de autonomia nos EUA. E na Europa?

O curioso é que a Tesla consegue atingir esta fasquia continuando a manter um sistema eléctrico a 400 V, em vez dos 800 V que a Rimac colocou no mercado, inicialmente para os seus hiperdesportivos e, posteriormente, para o Aston Martin Rapide e, provavelmente, para o Porsche Taycan e o Audi e-tron GT.

O software que permite lidar com a maior potência nos postos de carga já está a ser enviado para os utilizadores, tanto os proprietários de carros novos como antigos, mantendo-se a capacidade de preparação da bateria para optimizar as condições de recarga, como já acontecia quando a potência máxima estava fixada nos 200 kW.