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A equipa continua Petit por muito Koffi que beba e Coelho passou de caçador a caçado (a crónica do Belenenses SAD-Moreirense) /premium

Belenenses SAD precisava ganhar, Moreirense foi o único que quis ganhar. E ganhou, por 1-0. Mas se Nuno Santos marcou um golo e Koffi evitou muitos outros, Nuno Coelho falhou um penálti nos descontos.

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Nuno Santos marcou o único golo de um jogo onde Fábio Abreu foi o mais perdulário entre os avançados do Moreirense

Carlos Rodrigues

Nuno Santos marcou o único golo de um jogo onde Fábio Abreu foi o mais perdulário entre os avançados do Moreirense

Carlos Rodrigues

Quanto vale a mudança de um treinador? Esta é uma das questões mais complicadas e de resposta mais aberta na Primeira Liga e no futebol português. Por norma, troca-se de treinador para melhorar mas nem sempre é assim – e algumas equipas até acabam por piorar. Ainda assim, existem estudos feitos ao longo do tempo que apontam para um comportamento padrão que se regista mais vezes: de acordo com um estudo do Observatório do Futebol da Universidade Europeia feito no ano passado relativo às duas últimas temporadas e meia, a “chicotada psicológica”, esse termo tão futebolês, tem efeito a curto prazo nas três jornadas seguintes com os resultados a melhorarem mas atenua a longo prazo (nove/dez jornadas) na maioria dos casos. Petit e Ricardo Soares foram exceções.

No caso do técnico do Moreirense, que rendeu Vítor Campelos a partir da 15.ª jornada depois da vitória frente ao Belenenses SAD, o caminho foi diferente mas ainda hoje se regista uma ligeira melhoria: o calendário não ajudou mas os minhotos fizeram apenas um ponto nas quatro jornadas seguintes, começando então uma série de quatro vitórias e três empates consecutivos que permitiram que ocupem hoje um tranquilo oitavo lugar na classificação, com uma média de pontos superior (1.2-1.4) e um melhor registo em termos defensivos (1.4 golos sofridos para 0.9). Ou seja, foi a médio/longo prazo que o trabalho de Ricardo Soares foi dando frutos, tendo só uma derrota nos últimos 12 jogos e uma média de 1.8 pontos que consolidou a pontuação da equipa.

“O jogo com o Belenenses SAD é mais um em que temos oportunidade de crescer e de demonstrar qualidade. Vamos lutar pela vitória, como fazemos em todos os jogos, sabendo que vamos encontrar um adversário motivado, difícil e que precisa de pontos para atingir o objetivo. Até ao final temos como principal objetivo potenciar atletas, mostrar profissionalismo e tentar manter a classificação, que nesta altura é excelente. As equipas mais competentes nesta reta final vão conseguir mais pontos, é difícil chegar mais acima pela qualidade dos adversários e pela distância pontual, mas temos atrás equipas de valia muito idêntica à nossa e queremos ser competentes”, disse no lançamento do encontro na Cidade do Futebol, acrescentando ainda que o facto de ter só um central de raiz disponível não poderia servir de desculpa “até porque a equipa é que tem de ser protagonista”.

Já o treinador do Belenenses SAD, que antes passou pelo Marítimo e pelo Moreirense, em 2018, não teve de facto impacto a longo prazo mas também não o conseguiu nos primeiros jogos, tendo isso sim pelo meio uma série de resultados positivos que pareciam ter consolidado a equipa numa posição mais segura antes da recente fase com três derrotas e um empate em quatro jogos que deixou os azuis apenas quatro pontos acima da linha de água: com três derrotas nos quatro encontros oficiais, uma série consecutiva de três vitórias e três empates e a atual fase supracitada, Petit tem uma média de pontos ganhos igual à que tinha Pedro Ribeiro (1.1), tendo apenas um registo mais consistente no número de golos sofridos (1.9-1.4) apesar da recente goleada no Dragão.

“Tivemos cinco dias depois do jogo com o FC Porto para nos focarmos no Moreirense, uma equipa boa, bem orientada e com qualidade. Analisámos e corrigimos o que não fizemos tão bem e preparámos o jogo dentro das nossas ideias, não fugindo muito ao nosso padrão. O mais importante nesta fase é lutar pelos três pontos, jogando melhor ou pior. O que conta é a atitude e a intensidade” resumiu Petit, numa jornada que foi positiva para a luta do Belenenses SAD depois das derrotas de Portimonense, Tondela e V. Setúbal. “Isso dá-nos a responsabilidade de fazermos o nosso trabalho. Ou seja, passa por fazer um bom jogo. Trabalhámos aspetos físicos, mentais e táticos. Os jogadores deram uma boa resposta e vamos lutar pelos três pontos”, adiantou.

Era um encontro decisivo e Petit mudou mais de metade da equipa em relação ao onze que iniciou o encontro no Dragão frente ao FC Porto, promovendo os regressos de Tiago Esgaio, Phete, Show, Nilton Varela, Licá e Cassierra. No entanto, e apesar de um lance perigoso a abrir por Rúben Lima, foi o Moreirense, com caras novas na frente como Pedro Nuno, Nuno Santos ou Luther Singh, a beneficiar das melhores oportunidades até à meia hora, tendo outra capacidade nas transições, uma melhor qualidade em posse e aproveitando também algumas perdas de bola na saída dos azuis, o que ia deixando o técnico cada vez mais preocupado com o que se ia passando em campo, fosse pelos erros posicionais defensivos, fosse pela incapacidade de criar lances ofensivos. Koffi, sobretudo numa grande defesa com Fábio Abreu sozinho na área, foi conseguindo manter o nulo na Cidade do Futebol.

O Moreirense estava mais forte nas saídas, em ataque organizado, no jogo entre linhas, nos lances de bola parada. E ia continuando a desperdiçar oportunidades, com Fábio Abreu a ter por duas ocasiões a chance de inaugurar o marcador antes de Rosic cabecear pouco por cima da baliza de Hervé Koffi, a grande figura do Belenenses SAD na parte inicial do encontro e que iniciou aquele que seria o melhor lance de ataque dos azuis antes do intervalo, com um pontapé de baliza a transformar-se numa boa combinação entre Licá e Marco Matias para o corte providencial de Rosic para canto quando o guarda-redes Pasinato já esteva fora do lance.

Na segunda parte, e quando se esperava uma outra postura por parte de um Belenenses SAD que precisava bem mais do resultado, foi o Moreirense a entrar ainda mais objetivo em termos ofensivos, chegando mesmo ao golo por Nuno Santos no seguimento de um canto marcado à maneira curta com assistência de Pedro Nuno. Antes tinha sido Koffi a evitar o golo de Fábio Abreu, depois foi Nuno Coelho, outro que a par do guarda-redes do Burquina Faso foi evitando males maiores, a salvar o 2-0 de Pedro Nuno em cima da linha. Por mais substituições que Petit fosse fazendo a equipa continuava curta mas, quando ninguém esperava e contra a corrente do jogo, os azuis tiveram uma oportunidade de ouro para conquistarem pelo menos um ponto mas Nuno Coelho, chamado a cobrar uma grande penalidade de Pasinato em mais uma saída fora de tempo, atirou ao lado e não evitou a derrota.

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