Quanto vale a mudança de um treinador? Esta é uma das questões mais complicadas e de resposta mais aberta na Primeira Liga e no futebol português. Por norma, troca-se de treinador para melhorar mas nem sempre é assim – e algumas equipas até acabam por piorar. Ainda assim, existem estudos feitos ao longo do tempo que apontam para um comportamento padrão que se regista mais vezes: de acordo com um estudo do Observatório do Futebol da Universidade Europeia feito no ano passado relativo às duas últimas temporadas e meia, a “chicotada psicológica”, esse termo tão futebolês, tem efeito a curto prazo nas três jornadas seguintes com os resultados a melhorarem mas atenua a longo prazo (nove/dez jornadas) na maioria dos casos. Petit e Ricardo Soares foram exceções.

No caso do técnico do Moreirense, que rendeu Vítor Campelos a partir da 15.ª jornada depois da vitória frente ao Belenenses SAD, o caminho foi diferente mas ainda hoje se regista uma ligeira melhoria: o calendário não ajudou mas os minhotos fizeram apenas um ponto nas quatro jornadas seguintes, começando então uma série de quatro vitórias e três empates consecutivos que permitiram que ocupem hoje um tranquilo oitavo lugar na classificação, com uma média de pontos superior (1.2-1.4) e um melhor registo em termos defensivos (1.4 golos sofridos para 0.9). Ou seja, foi a médio/longo prazo que o trabalho de Ricardo Soares foi dando frutos, tendo só uma derrota nos últimos 12 jogos e uma média de 1.8 pontos que consolidou a pontuação da equipa.

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