O Bloco de Esquerda (BE) de Bragança elegeu este domingo os novos líderes da concelhia local, com Fernando Almeida a encabeçar a lista única que pretende “dar força ao partido no concelho e no distrito”.

“O Bloco tem crescido muito no distrito, especialmente em Bragança. E esta concelhia é fundamental, sendo a primeira vez que é constituída formalmente. Somos a terceira força política no distrito. O grande objetivo é conseguir mais eleitos e criar as condições necessárias para concorrer a mais juntas de freguesia”, disse Fernando Almeida, que em 2009 fez parte da Assembleia de Freguesia de Gondesende, localidade a cerca de 10 quilómetros de Bragança.

Questionado sobre a afluência às eleições, o bloquista respondeu não ter “para já” dados “precisos”, mas sublinhou a “grande adesão, apesar de se ter apresentado uma lista única”, somando o recurso “significativo” ao voto por correspondência.

Além dos objetivos políticos para Bragança, Fernando Almeida também destacou como compromisso “estar perto das pessoas” uma vez que, como afirmou, “adivinham-se tempos muito difíceis e de muitas dificuldades sociais e económicas”.

Já em comunicado, o BE/Bragança recordou que “teve o seu melhor resultado de sempre nas eleições autárquicas de 2017” neste concelho de Bragança, um resultado ao qual, lê-se na nota, “somou um crescimento significativo nas Legislativas de 2019”.

“Somos a terceira força política do concelho, e isso traz responsabilidade à nossa atuação. O concelho de Bragança atravessa dificuldades de vários tipos, a maior é o desafio da pandemia, sendo uma das que mais nos preocupa, logo a seguir é a habitação”, referiu a nota.

O BE/Bragança advertiu que face ao aumento de alunos no Instituto Politécnico de Bragança “é necessário encontrar soluções para haver habitação a preços moderados para os estudantes, bem como para a restante população que cada vez mais sente a dificuldade do aumento das rendas”.

“[Este aspeto] faz com que a longo prazo as pessoas tenham ainda mais dificuldade para aqui viver, o que poderá agravar ainda mais o problema da interioridade e do despovoamento”, acrescentaram os bloquistas, frisando a convicção de que “é necessário um Bloco forte para as lutas” que se adivinham, nomeadamente para as eleições autárquicas agendadas para 2021.

Assim, a lista A, lista única e eleita este domingo, promete “desenvolver práticas inovadoras de ação política, abertas a simpatizantes, correntes de opinião e setores sociais nem sempre convergentes com o BE”, bem como “multiplicar espaços e temas de debate dentro e fora do Bloco, com recurso aos mais variados suportes e intervenientes”.

Também são objetivos do BE/Bragança criar grupos de trabalho temáticos, nomeadamente sobre direitos dos animais, feminismo, agricultura, interior, ambiente, autarquias, direitos LGBT, trabalho e jovens.

O BE/Bragança propõe-se promover a articulação entre agendas políticas nacionais, distritais e concelhias, o que, salientou a nota, “requer melhor trabalho de comunicação entre as diferentes estruturas” e prometeu “apoiar estruturas organizativas locais onde o BE tem menos implantação no que elas careçam para o seu desenvolvimento, nomeadamente nas freguesias do concelho”.