Zinedine Zidane foi um génio como jogador e tem vindo a revelar-se um génio como líder de grupos, até mais do que como treinador. Para isso, e entre muitas virtudes e alguns pecados que lhe possam ser apontados, cultiva uma característica que faz dos melhores, únicos – mais do que salientar conquistas que consegue, e que foram muitas, sente como ninguém as conquistas que não consegue e trabalha em cima desse sentimento para refazer a história. Foi isso que aconteceu na época de 2017/18, onde saiu do Santiago Bernabéu por considerar que tinha chegado ao fim um ciclo (que coincidia com a despedida de Ronaldo). A 26 de maio, quando se sagrou campeão europeu pela terceira vez consecutiva vencendo o Liverpool, não esqueceu o terceiro lugar nesse Campeonato.

Quando regressou ao Real, em março de 2019, após as passagens sem sucesso de Julen Lopetegui e Santiago Solari pelo comando da equipa, essa foi a primeira mensagem que teve ao grupo. “Na próxima temporada a nossa grande prioridade é ganhar a Liga. Não podemos dizer que vamos ganhar mas no mínimo vamos competir até ao final para ganhar”. Disse no balneário, disse publicamente, disse aos dirigentes, disse aos jogadores. Em março, em julho e em agosto, durante a pré-temporada no Canadá e nos Estados Unidos e no início da competição. Como destaca a Marca, mesmo que as exibições tivessem em alguns jogos de ficar relegadas para um segundo plano, era essencial manter uma campanha regular para no final atingir a glória. E ela chegou mesmo, esta quinta-feira.

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