Foi vestida de amarelo canário e surgiu dentro de uma grande gaiola branca, instalada no centro de Londres. Aos 79 anos, a designer Vivienne Westwood, conhecida pelo comportamento irreverente e pela associação a causas sociais e políticas fora do mundo da moda, liderou um protesto contra a extradição de Julian Assange.

A concentração, que contou com cerca de duas dezenas de manifestantes, decorreu esta terça-feira, junto ao tribunal londrino onde, a 7 de setembro, o fundador da WikiLeaks ouvirá a sentença de extradição. Se esta se confirmar, nos Estados Unidos, Assange enfrentará 17 acusações de espionagem e conspiração. Entre 2010 e 2011, milhares de documentos confidenciais foram tornados públicos.

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Vivienne Westwood durante o protesto desta terça-feira, em Londres © NIKLAS HALLE’N/AFP via Getty Images

Razão pela qual Westwood gritou, com a ajuda de um megafone, que quer Julien Assange “fora da gaiola”. A estrutura, com três metros de altura, serviu de palco à designer de moda britânica e nem a escolha da cor da roupa foi inocente.

Segundo a criadora, que continua ao leme da marca homónima, o canário era a ave usada pelos mineiros para detetar a presença de gases tóxicos. “Se o canário morresse, saíam todos. Julian Assange está numa gaiola e tem de sair. Não o extraditem para a América”, declarou Vivienne Westwood, citada pela BBC.

Vivienne Westwood está mais punk do que nunca. E este documentário mostra porquê

Segundo a mesma fonte, a manifestação foi convocada por Joseph Corré, filho de Westwood e cofundador da marca de roupa interior Agent Provocateur. Na fotogaleria, veja as imagens do protesto desta terça-feira, junto ao Old Bailey, o principal tribunal criminal de Inglaterra.