O grupo de media norte-americano WarnerMedia está a investigar as condições de trabalho nos bastidores do programa televisivo de Ellen DeGeneres depois de um artigo do Buzzfeed ter denunciado práticas abusivas, incluindo racismo e intimidação, da apresentadora norte-americana e de vários dos responsáveis do programa perante os funcionários.

De acordo com o The New York Times, os membros da equipa responsável pela produção do “The Ellen DeGeneres Show” (que já recebeu dezenas de Emmys e valeu a Ellen DeGeneres o estatuto de estrela internacional) receberam esta semana uma carta da WarnerMedia e da produtora Telepictures a explicar os detalhes da investigação.

Segundo a carta, a investigação será conduzida pelo departamento de recursos humanos da WarnerMedia em conjunto com elementos de uma auditora externa, que pretendem ouvir os testemunhos de todos os profissionais que passaram pela produção do programa.

Na origem da investigação está um artigo publicado na semana passada pelo Buzzfeed, no qual vários ex-funcionários do programa de Ellen DeGeneres dão conta de práticas abusivas por parte da apresentadora. No artigo, Ellen é acusada de usar a sua faceta caritativa (os programas incluem frequentemente donativos e apoios aos mais carenciados) apenas para aumentar a sua popularidade — e de não corresponder, nos bastidores, à ideia criada em público.

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Vários funcionários acusam mesmo a apresentadora e os produtores de práticas racistas e discriminatórias nos bastidores do programa.

O “The Ellen DeGeneres Show” encontra-se, neste momento, suspenso devido à pandemia da Covid-19, não havendo ainda detalhes sobre como e quando será o regresso do programa mais visto dos Estados Unidos, que já conta com 16 temporadas.