Depois de Donald Trump ter visto tweets seus a serem retirados pela plataforma à conta da propagação de informações falsas, agora há outra celebridade a ter problemas do mesmo género: Madonna foi censurada noutra rede social, o Instagram, depois de partilhar um vídeo sobre uma teoria da conspiração relacionada com o novo coronavírus.

Segundo a BBC, a cantora partilhou com os seus 15 milhões de seguidores a teoria de que a vacina para a Covid-19 já tinha sido encontrada mas estava a ser mantida em segredo para “deixar os ricos ficarem mais ricos”. Pouco depois da publicação ser feita a rede social desfocou o vídeo em questão e  colocou uma legenda a dizer “False Information”, direcionando ainda os usuários desta rede social para uma página que fez o fact check ds alegações em questão.

Twitter retira vídeo e mensagens de Trump por serem “falsas”

O vídeo entretanto foi retirado da conta da artista mas mesmo assim, a “Material Girl” não se livrou das críticas dos fãs, que protestaram contra a disseminação de “fake news” — uma dessas pessoas era Annie Lennox, que escreveu: “Isso é loucura absoluta !!! Não acredito que estás a patrocinar este charlatanismo perigoso. Espero que tenhas sido ‘hackada’  e que o venha anunciar em breve!”

O vídeo em questão está associado a um grupo chamado America’s Frontline Doctors. Nele apareciam  membors desta organização a falar à porta do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA num evento organizado pelo Tea Party Patriots Action, fação mais radical do partido republicano. No excerto partilhado por Madonna, Stella Immanuel, uma médica de Houston, disse que tratou com sucesso 350 pacientes com coronavírus “com recurso” à hidroxicloroquina. O Facebook e o Twitter já tinham removido este vídeo noutras situações, sinalizando-o como desinformação. Donald Trump Jr. foi um dos que partilhou e à conta disso foi proibido de publicar no Twitter por 12 horas, como penalização.

Não é a primeira vez que Madonna faz reivindicações controversas sobre o coronavírus. Em março, partilhou um vídeo, na sua casa de banho, onde descrevia o vírus como “o grande equalizador”.