A Bélgica bateu no domingo o recorde de 589 dias sob um governo de gestão e conta atualmente 591 dias desde a demissão, a 21 de dezembro de 2018, do então primeiro-ministro Charles Michel, segundo a imprensa belga.

O recorde anterior foi estabelecido a 6 de dezembro de 2011, quando o socialista francófono Elio Di Rupio conseguiu formar um governo 589 dias depois da queda do executivo liderado por Yves Leterme (democrata-cristão flamengo), a 26 abril 2009, e 541 dias depois das eleições de 13 de junho de 2010.

A atual crise política leva já 591 dias, tendo o governo de Michel (liberal) caído a 21 de dezembro de 2018 e sido realizadas eleições legislativas a 26 de maio de 2019.

O executivo de gestão é atualmente liderado por Sophie Wilmès e os vários partidos das duas regiões – Flandres, de língua neerlandesa, e Valónia, francófona – não conseguiram ainda chegar a um acordo e formar uma coligação parlamentar que sustente um governo.

Na sexta-feira, o rei Filipe dos Belgas prolongou o mandato de “formadores” aos líderes dos socialistas francófonos (OS), Paul Magnette, e dos nacionalistas flamengos (N-VA), Bart de Weber, que deverão dar conta de novas diligências no próximo dia 8.

No caso de não se conseguir sair do impasse, poderão ser convocadas novas eleições.