A Web Summit revelou os primeiros 50 oradores que vão participar na edição de 2020 do evento. Entre as novidades para este ano está Eric S Yuan, o fundador e presidente executivo do Zoom, a plataforma de videoconferência que, devido à pandemia da Covid-19, ganhou bastante sucesso, ou o líder da empresa de telemóveis chinesas Xiaomi, Xiang Wuang.

O anúncio foi feito pela organização do evento no Twitter. Além de Yuan e Wuang, Siyabulela Mandela, um dos netos de Nelson Mandela, vai participar também na conferência. Além disso, voltam nomes que marcaram presença em edições anteriores, como Brad Smith, presidente e máximo responsável jurídico da Microsoft (já participante assíduo da Web Summit), e Guo Ping, presidente rotativo da Huawei.

Além destes nomes, a edição deste ano vai contar também com Daniela Braga, líder da DefinedCrowd (startup recentemente distinguida nos EUA), Gillian Tans, a presidente do conselho de administração da Booking.com, e Nikolay Storonsky, fundador e presidente executivo da Revolut.

Devido à pandemia, a edição deste ano decorrerá num formato online e offline e foi adiada para 2 a 4 dezembro. Quanto a haver público, a decisão ainda não foi tomada e só será decidido o formato final em outubro. A organização explicou no final de junho ainda que as conferências vão ser transmitidas online a partir de um estúdio no Altice Arena, bem como a partir de outros estúdios colocados em diferentes cidades do país.

“Pela primeira vez, vai existir um canal exclusivamente dedicado a Portugal. Durante três dias, os líderes de centenas de startups portuguesas bem como de grandes empresas vão ser entrevistados, enquanto que as universidades e outras instituições de investigação também vão participar”, disse, em junho, a organização em comunicado.

Web Summit adiada para dezembro, conferências serão gravadas em estúdios e transmitidas online

A Web Summit realiza-se tradicionalmente no Parque das Nações, na FIL (Feira Internacional de Lisboa) e no Altice Arena. Este ano, o evento tinha data marcada para 2 a 5 de novembro.

Em 2018, foi assinado um contrato de 10 anos (até 2028) com a CML e o Governo que implica um investimento público de 11o milhões de euros ao todo, o que perfaz 11 milhões de euros por ano. Na altura, Fernando Medina, presidente da CML, dizia: “Ganhámos”. Na mesma apresentação foi revelado que a FIL ia ter obras até 2022 para duplicar a capacidade das exposições também para as ambições de crescimento da Web Summit.