A bolsa nova-iorquina fechou esta sexta-feira com novos máximos do Nasdaq e S&P500, com o Dow Jones Industrial Average a recuperar o nível do início do ano, graças à Reserva Federal (Fed) e a empresas emblemáticas do setor da tecnologia.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o tecnológico Nasdaq ganhou 0,60%, para os 11.695,63 pontos, e o alargado S&P500 progrediu 0,76%, para as 3.507,95 unidades.

Por seu lado, o índice seletivo Dow Jones valorizou 0,57%, para os 28.653,52 pontos, fechando acima do seu nível do fim de 2019.

Regressa assim, depois da turbulência do mês de março, que lhe provocou ma queda de 37%, a território positivo no conjunto do ano e junta-se ao Nasdaq e S&P500, que apresentam subidas respetivas de 30% e 8% desde o início do ano.

A Fed, que muito tem apoiado o mercado acionista, com injeções de biliões de dólares no sistema financeiro desde o início da pandemia, deu esta sexta-feira uma ajuda suplementar, ao anunciar que a inflação poderia permanecer acima do objetivo de 2,0% “durante um certo tempo” antes de reagir. Esta alteração na política monetária foi bem recebida pelos investidores da praça nova-iorquina, porque implica que as taxas de juro próximas de zero assim continuem durante algum tempo, o que lhes permite recorrer a crédito barato.

A tendência ascendente foi ajudada por vários títulos emblemáticos do setor tecnológico, como Microsoft (1,03%) ou Alphabet (0,67%).

No conjunto da semana, o Dow Jones ganhou 2,6%, enquanto o Nasdaq (3,4%) e o S&P500 (3,3%) acabaram em alta pela quinta semana consecutiva.

Para Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services, o discurso do Presidente dos EUA, Donald Trump, que concluiu a convenção republicana, na quinta-feira, também pode ter tido efeito.

“Há a impressão de que Trump fará tudo o que puder para ser reeleito, o que inclui notícias positivas sobre as vacinas e os tratamentos contra a Covid, a baixa de impostos e outros. O que agrada aos investidores”, acrescentou.