A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pediu à DGS que o jogo particular entre o Sp. Braga e o Valladolid, agendado para o próximo sábado e parte da preparação dos minhotos para a nova temporada, tenha público presente no estádio. Na conferência de imprensa diária sobre o ponto de situação da realidade epidemiológica nacional, porém, tanto Graça Freitas como Marta Temido acabaram por deixar entender que esta não será uma prioridade nos próximos tempos.

“Não há nenhum preconceito com o futebol mas temos de ver o contexto em que estamos. Temos de ver agora como acontece a retoma das aulas, porque vai movimentar milhares de pessoas todos os dias e como é o início do outono e o início do inverno no hemisfério sul (…) O público no futebol é uma atividade desejável”, explicou a diretora-geral da Saúde, acrescentando ainda que são necessárias “cautelas”. A ministra da Saúde seguiu a mesma linha de pensamento e lembrou que “vamos agora passar um período em que coincidem o regresso à atividade escolar e à normalidade de trabalho para muitos portugueses e, portanto, temos de ter a paciência de remeter para momentos futuros alguns fatores de risco adicionais”.

Clubes alemães acordam proposta para regresso dos adeptos aos estádios

O pedido da Liga, porém, segue precisamente na sequência de declarações anteriores de Graça Freitas, em que a diretora-geral da Saúde afirmou que o regresso dos adeptos aos estádios terá de ser testado “num jogo piloto, para ver como as coisas correm”. A intenção da Liga é a de que este jogo de sábado, entre o Sp. Braga e o Valladolid e agendado para a Pedreira, seja esse jogo piloto e possa contar com indicações expressas da DGS sobre a percentagem de lotação do estádio e as medidas de distanciamento social. De sublinhar que, em Inglaterra, alguns jogos particulares já têm tido alguns adeptos nas bancadas sob medidas vincadas, como foi o caso da partida entre o Chelsea e o Brighton no passado sábado.

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De recordar que Pedro Proença, o presidente da Liga, defendeu recentemente o regresso progressivos dos adeptos aos estádios. “Se permitem que na Festa do Avante haja público, assim como nas touradas, também podemos criar todas as condições para que, rapidamente, possa haver adeptos no futebol profissional”, explicou, ressalvando que os clubes “sabem que há valores, como a saúde, que neste momento não se podem ultrapassar”, recordando que o futebol “vive para os espectadores”.”Temos expetativa de que as coisas aconteçam antes da final four [da Taça da Liga] em Leiria. O documento que entregámos na DGS vai nesse sentido, que essa antecipação do regresso aconteça antes [de janeiro]. Mas é o quadro pandémico que vai determinar a tomada de posição da DGS”, concluiu Pedro Proença, referindo então que pretende a reabertura dos estádios até ao final de 2020.