Os jovens estão a frequentar mais os casinos, como alternativa aos bares. A notícia é avançada esta terça-feira pelo Jornal de Notícias, mas os casinos negam um aumento da afluência.

O grupo Estoril Sol, que detém casinos em Lisboa e no Estoril, garante que não há mais jovens nestes locais e o grupo Solverde, com espaços no Algarve, Espinho e Chaves, fala mesmo numa quebra de 50% na afluência. “Admito que para algumas pessoas até poderemos ser uma alternativa, mas não é algo massivo”, afirma Susana Saraiva, responsável pelo departamento de Marketing do Casino da Póvoa do Varzim, ao JN, indicando que não só há menos pessoas no espaço, como ficam menos tempo “devido ao uso de máscara”.

Já Hugo Cardoso, da Associação Portuguesa de Bares, Discotecas e Animadores, fala em injustiça, uma vez que os bares conseguem garantir as mesmas regras aplicadas aos casinos, mas têm horários mais reduzidos e alerta para o facto de se estar a criar um “incentivo ao jogo”. Também Manuel Cardoso, vice-presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), considera que estão a ser criadas “condições para várias dependências”.