O salário de 1.571 trabalhadores do Hospital de Braga vai crescer já a partir de novembro, devido à adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), assinados esta quinta-feira pela instituição com as diferentes estruturas sindicais.

Segundo fonte do hospital, em causa estão 805 profissionais das carreiras gerais, 657 enfermeiros, 99 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e 10 farmacêuticos.

Os sindicatos vinham reivindicando, há mais de um ano, a assinatura dos ACT para acabar com o que classificavam de “inadmissível discriminação” salarial daqueles trabalhadores. A reivindicação começou desde que, em 1 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou do Grupo Mello Saúde para a esfera pública. Sem a adesão aos ACT, aqueles 1.571 profissionais mantiveram-se com os salários que tinham, o que provocava desigualdades com outros que prestavam exatamente o mesmo serviço. Segundo o presidente do Conselho de Administração do hospital, João Porfírio Oliveira, aqueles profissionais estavam a ser prejudicados, em média, em valores entre os 100 e os 200 euros.

“O Conselho de Administração empenhou-se afincadamente, desde o início, nesta matéria, para garantir maior equidade entre os profissionais”, referiu, na cerimónia de assinatura do acordo com os sindicatos.

O responsável disse que não serão pagos retroativos mas sublinhou que as atualizações salariais acontecerão já com o salário de novembro, altura em que é pago o subsídio de natal. “É, por isso, duplamente importante a assinatura agora da adesão aos ACT”, referiu.

Segundo João Porfírio Oliveira, o acordo agora alcançado vai também contribuir para aumentar a “paz social” no hospital e, consequentemente, para uma mais rápida recuperação dos atrasos provocados pela pandemia de Covid-19.

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, admitiu que este processo “nem sempre foi fácil”, tendo conhecido “avanços, recuos e aproximações”, mas congratulou-se com o desfecho.