Lando Norris é uma das jovens esperanças dos britânicos, no que respeita à F1. Com apenas 20 anos, conduz para a McLaren e, apesar do Grande Prémio de Portugal não lhe ter corrido de feição, continua a manter a 7ª posição no campeonato, à frente do seu companheiro de equipa Carlos Sainz, entretanto já contratado pela Ferrari para a próxima época.

McLaren surpreende com um desportivo do futuro a pensar no passado

Para extrair tudo o que o Elva – uma versão especial do roadster da McLaren – tem para dar, o construtor britânico desafiou o seu mais novo piloto, cujos dotes de condução são a garantia que, por muito depressa que conduza, o carro tem elevada probabilidade de continuar inteiro. O novo roadster da McLaren não faz grandes concessões ao conforto ou ao requinte, uma vez que até o pára-brisas em vidro tradicional foi trocado por um apêndice aerodinâmico que desvia o ar, mas não de forma tão eficiente – o mesmo é válido para os mosquitos e as pedras projectadas. Mas para Norris, habituado a uma solução similar no seu F1, a habituação não foi um problema.

No vídeo é visível o ritmo imposto por Lando Norris no circuito, mesmo com alguns piões pelo meio. O Elva monta o habitual motor 4.0 V8 biturbo da marca, que aqui fornece 815 cv, mais 15 cavalos do que a mesma unidade debita no McLaren Senna. A potência sobressai ainda mais por o roadster inglês ser leve e ágil, com uma aerodinâmica apurada.

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Durante as filmagens, Norris divertiu-se com o Elva e outra coisa não seria de esperar de um piloto de F1 com 20 anos aos comandos de um desportivo que vai de 0-100 km/h em menos de 3 segundos. Mas os responsáveis da McLaren também quiseram divertir-se com o piloto. Daí que lhe pedissem para memorizar longos textos, para depois reproduzir enquanto conduzia, ou quando tentava explicar as características do McLaren. E sempre sem sucesso.

Pena é que a pandemia também não poupou este tipo de veículos, pois se originalmente estava previsto que fossem construídas 399 unidades do Elva, comercializadas por cerca de 1,5 milhões de euros cada, a produção acabou por sofrer alguns cortes. Primeiro para 249 veículos e, mais recentemente, apenas 149. Veja aqui o “aperto” que Norris deu ao Elva e a “tortura” da McLaren ao seu piloto.