A Comissão Europeia (CE) quer assegurar o acesso a seis potencias vacinas para a Covid-19 para distribuir na União Europeia (UE) e anunciou esta quarta-feira que já aprovou um quarto contrato para aquisição de vacinas, desta vez foi aprovada a compra de 300 milhões de vacinas com as farmacêuticas BioNTech e Pfizer.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já tinha anunciado esta terça-feira, em comunicado, que o executivo comunitário iria aprovar a aquisição de 300 milhões de doses da vacina da BioNTech e Pfizer, classificando como a “mais promissora até agora”. Este contrato junta-se aos três que já foram assinados com farmacêuticas para assegurar vacinas para a Europa quando estas se revelarem eficazes e seguras: a AstraZeneca (300 milhões de doses), a Sanofi-GSK (300 milhões) e a Johnson & Johnson (200 milhões).

“Até agora, já concluímos três acordos, com a AstraZeneca, a Sanofi-GSK e a Johnson & Johnson, e já terminámos negociações com outras três produtoras de vacinas – a BioNTech e Pfizer, a Curevac e a Moderna –, portanto é provável que tenhamos um portefólio de cerca de seis vacinas promissoras”, declarou na terça-feira Stella Kyriakides, numa entrevista a várias agências de notícias europeias, incluindo a Lusa.

“Este era o nosso objetivo desde o início, ter um portefólio que nos permitisse ter maiores possibilidades de sermos bem-sucedidos no acesso a vacinas seguras e eficazes”, acrescentou a responsável nesta entrevista à Lusa e a outras agências, como a AFP e Efe.

A comissária europeia da Saúde classificou ainda como “bastante encorajadora” a notícia de segunda-feira sobre a eficácia de 90% de uma potencial da vacina para a Covid-19 das farmacêuticas norte-americana Pfizer e alemã BioNTech. Já no que toca aos procedimentos de validação, a responsável indicou que “a Agência Europeia dos Medicamentos já começou a sua avaliação contínua dos dados relativos às vacinas da BioNTech e Pfizer e da AstraZeneca”.

“Isto significa que a Agência Europeia dos Medicamentos começou já a avaliar a parte preliminar destas vacinas, no que toca a estudos laboratoriais, não a dados clínicos”, explicou.

Questionada sobre a disponibilização das vacinas aos Estados-membros da UE, Stella Kyriakides salientou que, tal como acordado pelos países, esta será uma distribuição “baseada na população” e será feita ao mesmo tempo para todos, quando as potenciais vacinas se revelarem eficazes e seguras.

Na segunda-feira, a Pfizer revelou que dados provisórios sobre a sua vacina contra o novo coronavírus indicam que pode ser eficaz em 90% dos casos. O anúncio não significa, contudo, que uma vacina esteja iminente. A análise provisória, de um conselho independente de monitorização dos dados, verificou 94 infeções registadas até agora num estudo que envolveu quase 44.000 pessoas nos EUA e em cinco outros países.

A Pfizer não forneceu mais detalhes sobre estes casos e alertou que a taxa de proteção inicial pode mudar até o final do estudo.

(Artigo atualizado às 12h06 de quarta-feira, 11 de novembro, com a confirmação de que a Comissão Europeia aprovou um contrato da compra de 300 milhões de vacinas da BioNTech e da Pfizer)