A maior parte de nós não quer imaginar, sequer, ter qualquer espécie de acidente ou sofrer as suas consequências. Rosa Afonso tinha apenas 18 anos quando o autocarro em que seguia se despistou, matando sete pessoas e deixando-a paraplégica. Não é uma história trágica. Rosa seguiu a sua vida em pleno, e continua a vivê-la com paixão. Uma vida que se resume numa palavra: adaptação.

Perante os desafios psicológicos e físicos que esta mudança obriga a enfrentar, é importante considerar ter um seguro que nos proteja e ajude nos custos de eventuais adaptações da própria casa.

O que muda? Tudo!

A mudança de vida de uma pessoa em consequência de uma paraplegia, ou um acidente que cause mobilidade reduzida, é extensa e complexa de lidar, quer física quer psicologicamente. Geralmente, uma equipa multidisciplinar de profissionais de saúde trabalha com estas pessoas, permitindo-lhes o máximo de recuperação possível e ajudando-as a adaptarem-se a uma nova vida. Falamos de médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos.

A pessoa vai lidar agora com um mundo que não está feito para ela e encontrar dificuldades que dantes nem sabia que existiam. Numa fase inicial, é importante (re)aprender todas as tarefas diárias que lhe permitem cuidar de si: usar a casa de banho, tomar banho, vestir-se. Depois, há que analisar a vida profissional: será que o exercício da atividade profissional que tinha antes ainda é possível após o acidente? Se não, é natural que muitas pessoas com mobilidade reduzida necessitem de tomar outros rumos profissionais, educarem-se noutra área ou assumirem funções diferentes. Se sim, há que repensar os acessos ao local de trabalho e meio de transporte a utilizar para lá chegar. Isto porque as barreiras arquitetónicas ainda continuam a existir para quem se desloca em cadeira de rodas.

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Uma casa adaptada

Estas barreiras não existem apenas na rua, existem também nas nossas casas.  Se tentarmos imaginar, dificilmente conseguimos ver alguém numa cadeira de rodas a deslocar-se facilmente a todos os cantos da nossa casa. Esta é uma das mais importantes mudanças: a adaptação da casa à nova realidade do dono.

A deslocação em cadeira de rodas exige mais espaço, para que a cadeira e os braços do utilizador consigam passar confortavelmente, e para que possa fazer manobras e mudar de direção facilmente, pelo que por vezes o alargamento de corredores e portas é necessário. Para a casa de banho, convém ter um equipamento especial que permite ao utilizador, sem ajuda, transportar-se para a banheira e novamente para a cadeira, bem como usar a sanita. Os lavatórios, não devem ter arrumação por baixo, para que a cadeira e as pernas possam encaixar facilmente por baixo dos mesmos. Por falar em arrumação, os armários altos deixam de ser uma opção, sendo preferível armários baixos e amplos, para que se possa aceder de uma altura baixa.

Já na cozinha, a bancada deve ser mais baixa e acessível a quem está “sentado”. O fogão e o lava-loiças, tal como os lavatórios, devem permitir o encaixe da cadeira de rodas.

Por fim, não esquecer a entrada do prédio, que necessita de uma rampa de acesso com pouca inclinação.

Estas alterações na casa, essenciais para que o paraplégico consiga fazer uma vida independente dentro da sua própria habitação, são um grande investimento. De acordo com dados da Zaask, só a adaptação da casa de banho pode custar entre 450€ e 8000€, dependendo do espaço disponível e dos acabamentos. Já a instalação de uma cadeira elevatória, para colmatar o problema das escadas, será entre os 2000€ e os 9000€.

Como cobrir estes custos?

O custo de adaptar uma casa a esta nova realidade, dependendo das situações, pode sair relativamente caro. É um duro golpe financeiro, principalmente se a pessoa já estiver a lidar com custos relacionados com tratamentos, ou uma mudança de profissão.

É aqui que ter um seguro que cubra esta necessidade pode ser uma mais-valia. O seguro casa da Tranquilidade, entre tantas vantagens, inclui, nas suas garantias de base, a cobertura de readaptação do imóvel. Em caso de acidente que cause ao segurado, ou ao seu cônjuge, a incapacidade de mobilidade permanente de grau igual ou superior a 75 pontos percentuais, o seguro paga as despesas relacionadas com a readaptação do imóvel até 25.000, dependendo da opção que tiver.

No caso de se tratar de um prédio sem elevador, ou de um imóvel cujo espaço não comporte a utilização de uma cadeira de rodas, talvez a solução passe por uma mudança de casa. E também aqui o seguro casa dá uma grande ajuda, pois oferece um serviço até 600€ por ano para organização de transporte para mudanças, desde que o recheio da casa esteja seguro na Tranquilidade.

Que apoios existem para estas situações?

Da compra de casa à de automóvel, a lei define um conjunto de direitos para os cidadãos com deficiência. A Segurança Social tem uma série de apoios para pessoas com incapacidade motora superior a 60%, subsídios e benefícios fiscais. É possível ainda pedir financiamento para produtos de apoio, que compensem as limitações do dia a dia, como, por exemplo, cadeiras de rodas, andarilhos, canadianas, colchões, entre outros, através do Balcão da Inclusão da Segurança Social.

Existem ainda organizações como a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) ou a Associação Salvador, que têm como objetivo promover a acessibilidade e ajudar pessoas com deficiência motora, através de doações de equipamento e meios, organização de eventos dedicados e ações de sensibilização.

Saiba mais em
https://observador.pt/seccao/observador-lab/poupe-quando-proteger/