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"O golo é limpo, tinham de ir ao VAR porque era preciso anular. Eram quatro pontos, começaram a tremer...", acusa Varandas

Frederico Varandas não abordou confusão no túnel mas criticou abertamente lance com Coates que retirou vitória ao Sporting em Famalicão, dizendo que "com Benfica e FC Porto jamais seria anulado".

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Frederico Varandas falou aos jornalistas no final do encontro, no Municipal de Famalicão. Já o tinha feito após o clássico em Alvalade com o FC Porto

MÁRIO CRUZ/LUSA

Frederico Varandas falou aos jornalistas no final do encontro, no Municipal de Famalicão. Já o tinha feito após o clássico em Alvalade com o FC Porto

MÁRIO CRUZ/LUSA

O intervalo já tinha chegado com nervos à flor da pele após uma altercação entre Riccieli e Nuno Santos, que depois se multiplicou numa série de empurrões entre jogadores e que se prolongou até à zona dos balneários. No final, foi ainda pior. Pelas imagens da Sport TV, foram visíveis os ânimos exaltados, jogadores a empurrarem-se, alguns reacendimentos nas altercações quando as coisas pareciam mais calmas. Já com todos os elementos fora da zona do túnel onde ficaram alguns assistentes de recinto, foi também possível ver Frederico Varandas e Hugo Viana, presidente e diretor desportivo dos leões, a criticarem a equipa de arbitragem liderada por Luís Godinho.

O VAR cortou o Pé de Feijão do João (a crónica do Famalicão-Sporting)

“Anularam-nos um golo limpo, no final. Já vi o lance e não consigo ver falta. Faz parte mas é difícil compreender esta decisão. O que se passou? Há que haver respeito e não houve. Acabámos por responder a algumas bocas do banco do Famalicão. Foi um bom jogo mas não nos deixaram ganhar”, comentou João Mário, na flash interview. “Os jogadores têm de ter mais juízo, os treinadores têm de ter muito mais juízo, os dirigentes têm de ter muito, muito, muito mais juízo. Se queremos vender um produto para as televisões e para as famílias não podemos fazer o que fizemos que foi uma vergonha para todos. Há discussões, bate bocas e ninguém tem razão. É uma vergonha para mim que estou neste meio”, assumiu nas entrevistas rápidas João Pedro Sousa, treinador do Famalicão. “No Sporting estamos sempre unidos, a equipa do Sporting quando vai, vai com todos. Quando saía um do balneário iam todos e lá ia buscá-los. Não se passou nada de mais mas quando vai um, vamos todos”, disse Rúben Amorim, neste caso já em declarações na conferência de imprensa que se seguiu após o encontro.

Os principais intervenientes já tinham falado mas haveria ainda mais um, Frederico Varandas, neste caso a passar por uma espécie de zona mista no Municipal de Famalicão onde teve um discurso (sem direito a perguntas) muito semelhante ao que tivera depois do clássico em Alvalade frente ao FC Porto, nesse caso na sala de imprensa.

[Clique na imagem para ver o lance do golo anulado a Coates em vídeo]

“De novo o árbitro Luís Godinho [n.d.r. árbitro do Sporting-FC Porto da terceira jornada], voltámos a ter um árbitro no VAR que não é o mesmo mas voltou a ter influência num momento capital. Faço de novo a mesma questão, que vou ter a mesma resposta: este lance final de anular o golo ao Coates, com um dos rivais, Benfica ou FC Porto, nunca seria anulado. Nunca! Num jogo de futebol existem erros normais, um ou outro, o que me preocupa é a natureza e a forma como é visto o VAR, curiosamente nos dois jogos em que perdemos pontos”, começou por referir o presidente leonino, no exterior do Estádio Municipal de Famalicão.

“Este lance do golo do Coates é limpo, é um golo limpo. Depois o que acontece? Vamos utilizar o VAR e vamos tentar encontrar alguma coisa que justifique poder anular o golo. Foi preciso pôr uma câmara microscópica, com uma ampliação de 64 vezes e vamos ver a intenção, do toque do braço e é preciso anular o golo. Volto a dizer: jamais seria anulado com os nossos rivais, jamais! Lamento mas enquanto presidente do Sporting custa muito ver quatro pontos retirados por uma utilização má do VAR. Não estou a falar dos lances discutíveis, isto é uma má utilização do VAR e foi isso que aconteceu”, prosseguiu Frederico Varandas, que admitiu que já falou com o presidente do Conselho de Arbitragem que tem uma opinião semelhante à sua em relação ao VAR, “que tem de ser utilizado para os lances gritantes, clamorosos”. “Neste, o árbitro valida e é limpo”, acrescentou.

“Vejam que o próprio guarda-redes cai no relvado tranquilo e depois chama o VAR para ver como é que com aquela visão microscópica conseguiam anular o golo e lá se consegue. E depois vêm os especialistas, a dizer do frame, que toca… Por amor de Deus… O golo é limpo em qualquer campo, qual é a diferença? Sabem qual é? Eram quatro pontos de avanço e começam a tremer, mas quanto mais tremem mais força dão àquele grupo, isso vos garanto”, concluiu o número 1 dos verde e branco, antes de sair sem responder às questões dos jornalistas.

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