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O Presidente da República publicou este domingo uma nota no site de Presidência a informar que “neste momento de dor, luto e choque” apresentou as “sentidas e amigas condolências à família Carreira pela terrível perda”. As condolências de Marcelo Rebelo de Sousa surgem cerca de 24 horas depois da notícia da morte de Sara Carreira, filha de Tony Carreira, que morreu aos 21 anos, na sequência de um acidente na A1.

O deputado do PS Ascenso Simões — que apoia o candidato do PCP à Presidência da República João Ferreira — tinha esta tarde (nove horas antes da nota de Marcelo)  criticado a ausência de uma reação do chefe de Estado à morte da jovem. “Fui ver o site da Presidência da República tentando encontrar uma nota de pesar pela morte de Sara Carreira. Encontrei muitas notas de pesar, algumas muito discutíveis, mas nenhuma de hoje. A última foi sobre a morte de Pedro Camacho, jornalista da LUSA”, registava o deputado socialista.

Ascenso Simões recordvaa depois “a recusa, em 2016, da Embaixada portuguesa em Paris de permitir a condecoração de Tony Carreira como Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês”. E acrescentava: “O país elitista está cada vez mais presente”.

Para o deputado do PS havia aqui uma dualidade de critérios do Presidente ao não lamentar a perda de Sara Carreira, mas ter feito isso em vários outros casos. E partilhou outras notas de pesar Presidente na morte de personalidades como o mestre de Karaté Raul Cerveira, o músico bejense Carlos Gonçalves ou a ex-jornalista da ANOP Maria de La Salette Fernandes.

Para Ascenso o silêncio de Marcelo relativamente a Sara Carreira era inexplicável, já que “quer se queira quer não, há uma parte enorme dos portugueses que sentem a perda da família Carreira, em especial a diáspora que só é lembrada no 10 de junho, e Marcelo devia entender isso”.

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