“Amanhã [sábado] Portugal será do Palmeiras”. O prognóstico, invulgar, é de Abel Ferreira, que também reconhece que “houve um treinador que abriu as portas”. O treinador do Palmeiras sabe que se poderá tornar o segundo treinador português consecutivo a ganhar a Taça dos Libertadores, depois da vitória de Jorge Jesus no ano passado enquanto técnico do Flamengo.
Na conferência de imprensa que antecede o jogo deste sábado, entre Palmeiras e Santos, no Maracanã, o português referiu ser uma “honra” conseguir jogar no que considera ser o “templo do futebol”, mas destaca a dificuldade da partida: “Temos de ser fiéis à nossa forma de atacar e de defender. É a nossa identidade. (…) O rival vai querer isto tanto quanto nós”, considera Abel Ferreira. “Que no final possamos seguir o plano de jogo e sair vencedores”.
Para chegar à final, o Palmeiras teve de ultrapassar nas meias-finas, em duas mãos, o River Plate, finalista derrotado do ano passado. Foram jogos difíceis, confessou, mas Abel Ferreira realça que é através de partidas como essas que a equipa se prepara para a final. E reconhece que também o adversário, que derrotou o Boca Juniors para ser finalista, “fez um belo trabalho ao longo da prova” e “merece respeito”.
Relativamente ao técnico do Santos, Cuca, o treinador português lembrou que “a história dele fala por si” e salientou que venceu a Libertadores em 2013 com o Atlético Mineiro.
“Não sou mágico. Sabemos o que temos de fazer, essa é a nossa certeza e a nossa confiança. Vamos procurar, desde o começo, pôr em prática o que sabemos fazer, que é jogar em alto nível”, afirmou Abel Ferreira, que treina o Palmeiras desde outubro de 2020.
Na conferência de imprensa também esteve Gustavo Gómez, defesa da equipa, que reconhece que é “um sonho” estar presente na final da Taça dos Libertadores.