Duas em cada três empresas dizem não estar a ter capacidade para pagar salários e quase 60% estão em situação de insolvência, segundo a Associação Nacional de Restaurantes PRO.VAR, que pede medidas adicionais para o setor.

Encerrados e sem apoios e em face destes números, não resta outra opção ao Governo senão criar mecanismos de apoio adicionais que salve as empresas, que até ao início de 2020 cumpriram com a sua função, criando postos de trabalho, gerando riqueza e pagando impostos”, refere a associação em comunicado.

O setor da restauração está insatisfeito com as medidas de apoio e recebe “com indignação” o encerramento da receção de candidaturas, em todas as dotações, nas duas medidas (Apoiar.Pt e Aapoiar Restauração).

“Reclamamos a aplicação de um Apoiar mais alargado, simples e universal, do tipo Simplex e o reforço das dotações em toda a linha”, refere.

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Segundo o inquérito, realizado pela PRO.VAR entre os dias 28 de janeiro e 6 de fevereiro, com respostas válidas de 621 estabelecimentos de restauração, que pretendeu fazer um balanço em relação aos apoios do Estado concedidos no último ano e perceber se estariam alinhados com as necessidades das empresas em 2020, 61,4% das empresas perderam mais de metade da faturação homóloga.

Um quinto das empresas tinham os salários em atraso e dois terços das empresas não conseguiram pagar todas as despesas. Quase metade das empresas (46,3%) estavam em situação de insolvência ou falência.

A maioria das empresas (60%), não obtiveram apoios, pois segundos os critérios que ainda persistem, não são elegíveis.

Em 2021, com apenas um mês decorrido, segundo a associação, 89,7% das empresas perderam mais de metade da faturação homóloga, duas em cada três empresas diz não estar a ter capacidade para pagar salários e 88,5% diz não estar a conseguir pagar todas as despesas.

Quase 60% (58,2%) estão agora em situação de insolvência ou falência, acrescenta.

“A PRO.VAR pede que sejam reforçadas as dotações, nas duas medidas (Apoiar.Pt e Aapoiar Restauração), em toda a linha e sugere que esses apoios premeiem e salvem empresas, pelo seu esforço e mérito, corrigindo-se desequilíbrios e exclusões, que o Apoiar de 2020 criou, atribuindo-se apoios mais de acordo com as suas perdas”, defende.