Em matéria de combustíveis, o Seat Leon joga praticamente em todos os tabuleiros. É certo que não tem prevista uma versão 100% eléctrica, pois a Seat não acredita em plataformas multienergias, mas no que respeita aos combustíveis fósseis, tenta agradar aos clientes que preferem a gasolina, da mesma forma que cativa os que optam pelo gasóleo, ou até por soluções electrificadas como os híbridos (mild hybrid) e híbridos plug-in (PHEV). Apesar desta diversidade, o compacto espanhol não esquece os motores que queimam gás natural, solução que garante a potência e os custos de um motor a gasolina, com poupanças para a carteira e para o ambiente, mesmo face às unidades a gasóleo.

A Seat lançou este mês o Seat Leon TGI, denominação que identifica o familiar compacto do construtor espanhol apto ao consumo de gás natural. O motor que o anima é o já conhecido 1.5 sobrealimentado, que se pode considerar como bi-fuel, uma vez que é capaz de queimar tanto gasolina como gás, fornecendo sempre 130 cv e um binário de 200 Nm.

3 fotos

O Leon 1.5 TGI está equipado com um pequeno depósito de 9 litros para alojar gasolina, possuindo igualmente três depósitos capazes de armazenar 17,3 kg de gás natural. Isto permite-lhe percorrer 440 km exclusivamente a gás, a uma média de 3,9 kg/100 km, o que garante uma redução do custo por quilómetro percorrido em 50%, face a um motor a gasolina com esta potência, ou uma redução de 30% comparativamente a uma solução equivalente a gasóleo.

Como se não bastassem as vantagens para a carteira, o 1.5 TGI é ainda mais amigo do ambiente, pois além dos poluentes serem inferiores face à gasolina e ao diesel, até a quantidade de dióxido de carbono (CO2) libertada na atmosfera é reduzida em cerca de 25%. A prova é que o Leon com este 1.5 a gasolina (o 1.5 TSI de 130 cv) emite 124g de CO2/km, enquanto o 1.5 TGI com a mesma potência se fica pelos 107g.

Os três depósitos de gás natural permitem percorrer 440 km entre visitas à bomba, onde o reabastecimento é praticamente tão rápido quanto “encher” de gasóleo ou gasolina

A Seat está de momento a trabalhar na optimização da solução TGI, recorrendo a metano – gás que representa 85% do gás natural – produzido a partir de fontes renováveis, denominado biometano. Ora isto reduz drasticamente o peso do CO2 libertado durante a queima.

O Seat Leon TGI começou a ser produzido na passada semana em Martorell, Espanha, associado a uma caixa DSG, automática de dupla embraiagem, estando igualmente disponível com caixa manual de seis velocidades. Os níveis de equipamento previstos são o Style e FR, tanto na carroçaria 5 portas como na carrinha Sportstourer, com esta versão a gás natural a anunciar 203 km/h de velocidade máxima.