A tomada de uma vacina contra a Covid-19 levou a reações adversas em 2.284 casos, menos de metade dos quais consideradas graves. Ou seja, apenas em cerca de 0,1% das vacinações em Portugal houve relato de problemas considerados graves – o que não quer dizer que sejam perigosos, basta alguém, por exemplo, sentir dor no braço que levou a vacina e não conseguir trabalhar, por causa disso. Houve seis mortes após a vacinação, “maioritariamente” em cidadãos idosos, mas os casos foram analisados e não foi encontrada qualquer relação com o facto de ter tomado a vacina.
Os dados, citados esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias, são extraídos do site do Infarmed e dizem respeito ao período até 4 de março, altura em que tinham sido administradas 972.182 doses em Portugal. Deste total, 1.029 provocaram reações adversas ou incapacitantes que as autoridades de saúde analisaram individualmente.
São, no geral, reações adversas comparáveis a outras vacinas como as da gripe sazonal, explica ao JN Jorge Polónia, coordenador da Unidade de Farmacovigilância do Porto, ligada à Faculdade de Medicina daquela cidade.
Entre as reações adversas reportadas estão uma “reação” no local da injeção (o braço), dores musculares e nas articulações e cefaleias. Houve, também, quem tivesse febre ou fraqueza/fadiga. “A proporção é a mesma e o tipo de reações é o mesmo. Isto não tem nada a ver com a vacina”, diz Jorge Polónia, ao jornal. Comentando os casos de tromboembolismos venosos que terão surgido em alguns países, “são resultado da própria doença do paciente”, diz o responsável.